Ferrovias
Porangatu entra na rota ferroviária do agro com conexão ao Porto de Santos
Novo terminal conecta o norte de Goiás e o sul de Tocantins ao Porto de Santos, com operação feita entre a Rumo e a Grupo Olfar
A Rumo e o Grupo Olfar deram início à fase de comissionamento do terminal rodoferroviário de Porangatu (GO), com os primeiros embarques marcando a entrada da cidade na rota ferroviária do agronegócio brasileiro. A estrutura conecta o norte de Goiás e o sul de Tocantins diretamente ao Porto de Santos (SP) pela Malha Central da Rumo.
A entrada de Porangatu ocorre em um momento de avanço da Rumo em Goiás, segundo a empresa. Em 2025, a companhia movimentou cerca de 5,7 milhões de toneladas de grãos no estado e alcançou 28% de participação nas exportações estaduais, ante 25% do ano anterior.
“Porangatu amplia a presença da Rumo em uma região estratégica para o agro e reforça a capacidade da Malha Central de atender a produção do norte de Goiás e do sul de Tocantins com mais previsibilidade e competitividade. A conexão ferroviária com Santos encurta distâncias logísticas, amplia as alternativas de escoamento e fortalece a integração da produção regional aos principais mercados do país”, afirma o diretor comercial da Rumo, Diogo Velloso.
O terminal, instalado às margens da BR-153 com conexão direta à Malha Central, opera com capacidade de transbordo de 1,5 milhão de toneladas de grãos e ritmo de carga e descarga de até mil toneladas por hora.
Para o presidente do Grupo Olfar, José Carlos Weschenfelder, a operação ferroviária em Porangatu consolida um avanço estratégico para a empresa, para a região e para o estado de Goiás. “Em Porangatu, a Olfar vem ampliando sua atuação desde 2021, quando reativou a usina de biodiesel, e avançou com a estruturação de um complexo industrial de soja, concluído em 2026. A partir da nova operação ferroviária, esse movimento ganha escala, com um terminal que possui volume contratado de 3 mil toneladas por dia de farelo de soja e amplia a infraestrutura disponível para uma região cada vez mais estratégica ao agronegócio brasileiro”, disse.