Portos
Porto de Aratu ouve comunidades para revisar ações socioambientais
Diagnóstico reúne moradores e lideranças para identificar demandas e percepções sobre a atividade portuária
Moradores e lideranças de comunidades do entorno do Porto de Aratu-Candeias, na Bahia, participam de um diagnóstico socioambiental que vai subsidiar a revisão das ações de comunicação e educação ambiental desenvolvidas na região. O trabalho busca identificar percepções, demandas, conflitos e as relações das populações locais com as atividades portuárias e as transformações do território.
O Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSAP) é conduzido pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), por meio da Gerência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (GMAST), e conta com a participação das comunidades localizadas na área de influência do Porto.
O levantamento servirá de base para a revisão do Programa de Comunicação Social (PCS) e do Programa de Educação Ambiental (PEA), em atendimento às condicionantes ambientais do Porto e às diretrizes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Pesquisa reúne entrevistas e oficinas socioparticipativas para ouvir comunidades e ampliar o diálogo. Foto: Divulgação
Comunidades participam do levantamento
A proposta é combinar informações técnicas e dados secundários com as experiências de quem vive no território. Para isso, o diagnóstico está sendo realizado em duas etapas: a primeira, com entrevistas semiestruturadas com representantes das comunidades, e a segunda, por meio de oficinas socioparticipativas.
Entre 24 de agosto e 3 de setembro, quatro oficinas reuniram mais de 50 participantes, entre moradores, lideranças locais, representantes da Codeba e profissionais da TEMIS Meio Ambiente e Sustentabilidade.
A segunda etapa teve continuidade nesta sexta-feira (4), com outras seis oficinas e a participação de mais de 60 pessoas. Os encontros ampliaram a escuta das comunidades e permitiram reunir informações diretamente com os grupos que vivem na área de influência do Porto.
Participam do diagnóstico moradores das comunidades de Caboto, Passé, Madeira, Vila Esperança (Pasto de Fora), Bananeiras, Botelho, Itamoabo, Neves, Maracanã, Martelo, Praia Grande, Ponta Grossa, Porto dos Cavalos e Santana.
Durante as atividades, são levantadas informações sobre as características socioculturais das localidades, as relações com o território e os impactos e conflitos percebidos pelos moradores em relação às atividades portuárias.
As informações coletadas nas entrevistas e oficinas serão utilizadas na atualização das ações de comunicação social e educação ambiental do Porto de Aratu-Candeias.
A expectativa é que os resultados permitam adequar os programas às características e demandas identificadas nas comunidades, ampliando o diálogo entre a administração portuária e as populações que vivem em sua área de influência.