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Porto de Paranaguá avalia parceria com Zona Econômica do Canal de Suez
Delegação egípcia conheceu operações do complexo paranaense e propôs a criação de um hub de distribuição para soja, milho e açúcar no Egito
A relevância operacional e a eficiência na movimentação de granéis vegetais e cargas gerais do Porto de Paranaguá (PR) atraíram a atenção das principais autoridades de infraestrutura e diplomáticas do Egito. Uma delegação de executivos da Zona Econômica do Canal de Suez (SCZone), entidade estatal responsável pela administração de quatro zonas industriais e seis portos estratégicos na região do canal, e diplomatas egípcios estiveram recentememnte na sede da Portos do Paraná, em reunião com a diretoria empresarial da estatal.
O encontro contou com a presença do vice-presidente do Setor Norte da SCZone, Mohamed Ibrahim Hassan, do diretor-geral de Economia Verde da SCZone, Mohamed Aboeldahab, e de representantes da Embaixada do Egito em Brasília, do Escritório Econômico e Comercial do Egito em São Paulo, da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). O foco central da comitiva egípcia foi a apresentação das obras de um novo megaterminal de granéis em construção na SCZONE e a proposta de construção de uma parceria estratégica e hub de distribuição focado em soja, milho e açúcar exportados pelo complexo paranaense.
Disputa em Brasília
A relicitação do Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek promete ser um dos certames mais acirrados do setor de infraestrutura aeroportuária no País. O leilão, desenhado no âmbito do acordo de repactuação e reequilíbrio econômico-financeiro firmado entre o Governo Federal e a atual concessionária Inframérica (consórcio formado pela brasileira Infravix e pela argentina Corporación América), marcará a saída definitiva da estatal Infraero, que detém 49% da concessão do terminal brasiliense.
A disputa tem como principais interessadas a própria Inframérica (impulsionada pelo braço argentino da Corporación América) e a suíça Zurich Airports, operadora que recentemente alienou sua participação no Aeroporto de Confins (MG) para a mexicana Asur, mas que já administra os terminais de Florianópolis, Vitória, Macaé e Natal, este último também relicitado e repassado pela própria Inframérica em moldes semelhantes.