Região Nordeste
Porto de Suape deve iniciar exportação de grãos em 2026
Operação-piloto será conduzida pela SUA Granéis, conforme anunciou o presidente do Grupo Agemar durante fórum da FGV
A partir de 2026, o Porto de Suape (PE) deve entrar no mapa da exportação de grãos. A primeira operação-piloto deverá ser conduzida pela empresa SUA Granéis, especializada em granéis sólidos, e tem como foco cargas oriundas do Matopiba, que abrange regiões do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O anúncio foi feito por Manoel Ferreira, presidente do Grupo Agemar, sócio da SUA Granéis, na última terça-feira (11) durante o IV Fórum de Portos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro (RJ), e reforça o interesse em diversificar os corredores logísticos para escoamento da safra do Matopiba, cuja produção deve saltar de 35 milhões para 48 milhões de toneladas em 2033, segundo projeções do Ministério da Agricultura.
Estudo da USP
A viabilidade da nova rota está embasada por estudo técnico do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística da Universidade de São Paulo (USP), divulgado no início do ano. A análise aponta Suape como uma alternativa aos portos de Itaqui (MA) e Aratu (BA), que enfrentam gargalos operacionais e recorrentes filas de espera.
No cenário avaliado no estudo, com origem na cidade de Uruçuí (PI), a operação por Suape teria custo total estimado de R$ 1.177,90 e tempo médio de espera inferior a 24 horas. Em comparação, Aratu apresenta custo mais alto (R$ 1.239,52) e espera de até 21 dias, enquanto Itaqui oferece menor custo (R$ 1.029,08), mas com tempo médio de quase 18 dias para atracação.