Região Sudeste
Portos do Sudeste batem recordes e reforçam protagonismo nas exportações brasileiras
Região movimentou 635 milhões de toneladas até novembro e somou US$ 348 bilhões em exportações, impulsionada por petróleo, minério de ferro e cargas de alto valor agregado
A movimentação portuária do Sudeste brasileiro alcançou 635 milhões de toneladas de cargas até novembro do ano passado, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. O volume expressivo evidencia a capacidade da região de operar tanto grandes quantidades de commodities quanto cargas de alto valor agregado, consolidando seu papel estratégico na logística nacional.
Juntos, os terminais de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo somaram US$ 348 bilhões em exportações, com destaque para petróleo e minério de ferro, além de insumos industriais. O resultado representa um crescimento de 8% em relação a 2024, refletindo a retomada de atividades em setores-chave da economia.
O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, respondeu por 131,7 milhões de toneladas movimentadas no período. Além de ser a principal porta de saída para cargas de alto valor agregado, o porto teve papel fundamental no escoamento da safra agrícola, especialmente da soja, cuja movimentação atingiu 38,5 milhões de toneladas na região.
“O Sudeste demonstra, na prática, o conceito de eficiência multimodal. Temos ali portos públicos e terminais privados operando em sintonia para garantir que o Brasil não perca oportunidades”, analisa o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o recorde de exportações registrado em dezembro foi impulsionado pela retomada das atividades das plataformas de petróleo, fator que elevou significativamente os volumes embarcados.
A demanda também se refletiu nos demais portos do Sudeste. Somente em novembro, a movimentação de granéis líquidos alcançou 19,2 milhões de toneladas, alta de 22,54% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Entre os produtos, o minério de ferro segue como o principal carro-chefe, com 215,9 milhões de toneladas movimentadas, escoadas principalmente pelos terminais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Já petróleo e derivados também tiveram desempenho expressivo, somando 167,8 milhões de toneladas, reforçando a importância do setor energético para a balança comercial brasileira.
Brasil
No País, a movimentação de cargas nos portos bateu recorde e cresceu 4,97% de janeiro a novembro de 2025, com 1,28 bilhão de toneladas nos 11 meses do ano passado. Mantendo-se essa trajetória de crescimento, estima-se que o movimento nos portos do país, tanto para exportação quanto para importação, tenha encerrado o ano de 2025 acima de 1,34 bilhão de toneladas.
“Nos três últimos anos, estamos batendo recorde sobre recorde em movimentação de cargas nos portos brasileiros, resultado do programa de modernização da infraestrutura portuária e dos investimentos públicos e privados. Confirmada essa expectativa de crescimento, vamos para mais um ano de ampliação da capacidade de movimentação e de eficiência na operações dos portos brasileiros”, afirma Silvio Costa Filho.
Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números são frutos de investimentos no setor e de políticas regulatórias eficientes. “Os resultados positivos demonstram a resiliência do setor aquaviário às diversas circunstâncias econômicas e geopolíticas e mostram que a regulação promovida pela Antaq fornece não apenas a estabilidade necessária aos investimentos, mas também induz o desenvolvimento. Como tenho dito, quando o setor vai bem, isso significa que a Agência está desempenhando adequadamente o seu papel”, conclui.