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Possível candidatura de Flávio Bolsonaro redesenha estratégia do PT em SP
Xadrez paulista
A possível entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República provocou um “efeito dominó” nas articulações políticas. O PT agora corre para redefinir sua estratégia em São Paulo, com o objetivo central de oferecer uma resistência real à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se consolida como a principal força do campo conservador no maior colégio eleitoral do País.
Haddad e Alckmin
O Governo Lula busca um palanque forte no Estado de São Paulo para neutralizar a influência de Tarcísio. Duas figuras de peso nacional centralizam as discussões. Uma delas é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nome natural do PT. Mas o ministro tem demonstrado resistência em deixar a pasta econômica para enfrentar uma nova disputa estadual, preferindo consolidar o legado na Fazenda ou mirar o Senado. Outra opção é o vice-presidente Geraldo Alckmin. Sua volta ao Palácio dos Bandeirantes é vista como a opção mais competitiva para atrair o eleitorado de centro. No entanto, sua permanência na chapa de Lula como vice ainda é o cenário favorito do Planalto para garantir estabilidade à coalizão.
Peça-chave
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), tornou-se uma peça-chave no xadrez de 2026. O PT vê nela um potencial enorme para o Senado ou até como uma alternativa para a vice-presidência, caso Alckmin mude de rumo. Mas Tebet enfrenta desafios. Embora haja entusiasmo no PT, o MDB de São Paulo hoje integra a base de apoio de Tarcísio de Freitas, o que dificulta uma candidatura de oposição por dentro da legenda. E a ministra avalia se concorre por Mato Grosso do Sul (sua base original) ou se aposta no capital político conquistado em São Paulo.
Terras raras mineiras
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) tornou-se o epicentro de uma disputa diplomática e comercial por insumos estratégicos. Após atrair o interesse do Reino Unido, a entidade passou a ser procurada por representantes do governo dos Estados Unidos para negociar parcerias em terras raras e minerais críticos. O movimento reflete a urgência das potências ocidentais em reduzir a dependência da China, que atualmente domina mais de 80% da cadeia global desses materiais.
Pilares norte-americanos
Minas Gerais possui algumas das maiores reservas do mundo de elementos essenciais para a nova economia global. São insumos estratégicos para a transição energética (terras raras englobam minerais necessários para a fabricação de ímãs de alta potência usados em turbinas eólicas e motores de veículos elétricos), a tecnologia de Defesa (componentes de terras raras são vitais para sistemas de orientação de mísseis, satélites e radares) e a cadeia de baterias (minerais como o lítio, especialmente o do Vale do Jequitinhonha, são o “novo petróleo” para a indústria automotiva norte-americana).