Sudeste Export
“Precisamos de um programa de Estado”, diz CEO do Brasil Export
Fabrício Julião defende que o Plano Nacional de Logística seja transformado em política de Estado e acompanhado de investimentos para superar gargalos nos transportes
O planejamento de longo prazo da infraestrutura brasileira precisa ser acompanhado de execução e continuidade para produzir resultados. A avaliação foi feita pelo CEO do Grupo Brasil Export, Fabrício Julião, durante a abertura do Sudeste Export 2026, na quinta-feira passada (13), em Vitória (ES).
Ao comentar o lançamento do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, apresentado no dia anterior (12), Julião reconheceu a importância do documento para orientar os investimentos no setor, mas afirmou que as diretrizes precisam sair do papel. “Precisamos separar o que é planejamento, que é fundamental, da execução. Não adianta só planejar ou anunciar”, afirmou.
Para o executivo, o PNL deve ser tratado como uma política de Estado, com continuidade mesmo diante de mudanças de governo. “Precisamos ter um programa de Estado. Seja quem assumir, seja qual for a sequência, este é um programa que precisa acontecer”, disse.
Para Julião, a execução dos investimentos é fundamental para enfrentar gargalos que limitam a capacidade de transporte e afetam o desenvolvimento econômico.
Entre os principais desafios apontados por ele estão os acessos aos portos e a necessidade de ampliar a integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias.
Julião também defendeu uma visão integrada dos portos do Sudeste. Segundo ele, os complexos portuários da região possuem características complementares e podem atuar de forma conjunta diante das limitações de capacidade do Porto de Santos.
“Temos uma grande oportunidade quando olhamos para o Porto de Santos completamente no seu limite e vemos oportunidades de crescimento para São Sebastião e para os portos do Espírito Santo”.