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Preço do gás natural para a indústria é um dos mais caros do mundo
Gás caro
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o preço médio do gás natural para a indústria brasileira é de US$ 20 por milhão de BTUs — dez vezes o valor praticado nos Estados Unidos e o dobro do europeu. Segundo a CNI, cerca de US$ 9 desse total estão ligados ao escoamento e processamento, que poderiam cair para US$ 2 com melhorias na infraestrutura.
Gargalos
Cinco anos após sua aprovação, a Nova Lei do Gás abriu o setor à concorrência, mas ainda enfrenta entraves. A ANP concluiu apenas três dos 15 temas regulatórios previstos, atrasando a abertura do mercado. A CNI também critica a concentração na comercialização, a baixa transparência no acesso às infraestruturas e cobra maior compromisso do governo federal com a estruturação do setor.
Potencial
Para a CNI, o gás natural é estratégico para reduzir o Custo Brasil e acelerar a descarbonização da matriz energética. A entidade defende mais investimentos, regulamentação clara e apoio à ANP para atrair novos agentes ao mercado. O governo federal afirma que prepara ações específicas para destravar gargalos e fortalecer o papel do gás na neoindustrialização do país.
Impacto
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou como *críticos* ou *altos* os impactos do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre 19 produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina industrializada, sucos de laranja, café verde e madeira perfilada. Em 2024, os EUA foram o terceiro maior destino das exportações do agro nacional, com US$ 12,1 bilhões e 7,4% da pauta total.
Dependência
Segundo a CNA, alguns produtos têm alto grau de dependência do mercado americano, o que dificulta o redirecionamento das exportações. É o caso dos sucos de laranja, da carne bovina processada e do etanol — produtos em que o Brasil responde por mais da metade das importações dos EUA. A elevação das tarifas pode reduzir drasticamente a competitividade brasileira.
Cautela
A CNA defende que ainda é cedo para medir os efeitos das novas tarifas, já que elas afetam vários países. A entidade recomenda que medidas retaliatórias, como as previstas no Projeto de Lei da Reciprocidade (PL 2088/2023), sejam usadas apenas como último recurso, após esgotadas as vias diplomáticas.