Região Norte
Primeira balsa começa a operar após queda da ponte
Travessia emergencial busca reduzir impactos da tragédia na BR-226 e garantir mobilidade na região
Dois meses após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, a primeira balsa para a travessia entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) começou a operar no último sábado (1º). O serviço emergencial, contratado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), busca minimizar os impactos causados pela interrupção da BR-226 e garantir a mobilidade da população local.
A travessia será gratuita e, neste primeiro momento, atenderá apenas pedestres e veículos leves. O funcionamento ocorre diariamente, das 6h às 18h. A operação está a cargo da empresa Amazônia Navegações LTDA, contratada por R$ 39,9 milhões para atuar na região pelo período de um ano. O contrato prevê a disponibilização de três balsas e quatro reboques para transporte de caminhões de carga, além de outras duas balsas e dois rebocadores para veículos menores e passageiros.
Além do serviço coordenado pelo Dnit, uma outra balsa contratada pela Prefeitura de Estreito, operada pela empresa Pipes, já estava em funcionamento desde 24 de fevereiro. Com capacidade para até 122 passageiros, além de carros, motos e caminhões de até 10 toneladas, essa embarcação também oferece travessia gratuita, mas com horário reduzido, das 8h às 18h.
Apesar do início da operação, os caminhões ainda não podem utilizar a balsa e devem seguir rotas alternativas. O Dnit orienta motoristas a utilizarem desvios pelas BRs 226, 230 e 010, além das rodovias estaduais TO-126, TO-134 e TO-201. Dependendo do sentido da viagem, as opções de desvio podem adicionar até 150 km ao trajeto.
O desabamento
A queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira ocorreu no dia 22 de dezembro de 2024 e resultou em uma tragédia com 18 vítimas. Apenas um homem, de 36 anos, foi resgatado com vida. Quatorze pessoas morreram e três ainda estão desaparecidas. No momento do colapso, três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no Rio Tocantins. Dois desses caminhões transportavam substâncias químicas perigosas, incluindo 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.
Diante dos riscos ambientais e estruturais, as partes remanescentes da ponte foram implodidas no dia 2 de fevereiro. A construção de uma nova ponte está prevista para ser concluída até dezembro de 2025, um ano após o desastre. Até lá, a população da região depende do transporte hidroviário para manter sua rotina e atividades econômicas.