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Primeira onda do El Niño provoca temporais e eleva o risco de alagamentos no RS
Estado deve enfrentar pelo menos cinco dias de chuva intensa, com acumulados que podem superar 300 mm em áreas isoladas
O Rio Grande do Sul começará, nesta quinta-feira, um período de temporais que deve se estender por pelo menos cinco dias, e possivelmente sete, com acumulados de chuva entre 100 mm e 200 mm em várias cidades e risco de até 300 mm ou mais em pontos localizados, segundo previsão da MetSul Meteorologia. A onda marca a primeira manifestação significativa do El Niño de 2026-2027, que entrou em atividade no início de junho.
Além do volume de chuva, as tempestades devem vir acompanhadas de raios, granizo e vendavais. O meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul, alerta para condições propícias à formação de supercélulas com vendavais destrutivos, microexplosões e tornados isolados. “Serão dias seguidos com condições altamente propícias para tempo severo. A maioria dos modelos indica que o período de alto a muito alto risco de temporais deve durar ao menos cinco dias, com algumas projeções apontando até sete dias seguidos”, disse.
O padrão de distribuição das chuvas será irregular ao longo do período. “Conforme o dia, a chuva e as tempestades vão avançar ora mais para Norte, ora mais para Sul, fazendo com que haja alternância de momentos com chuva e temporais com outros em que o sol aparecerá com calor e abafamento”, explicou Nachtigall.
Há risco de alagamentos em áreas urbanas e rurais, transbordamento de arroios e córregos e inundações repentinas. A MetSul prevê que o granizo, na maioria dos casos, será de tamanho pequeno, sem descartar a ocorrência de pedras médias a grandes em pontos específicos. A expectativa é de que o fenômeno se intensifique no último trimestre de 2026, quando o El Niño deve atingir patamares mais fortes.
Cabotagem em alta
Os dados consolidados pela Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) para o segundo trimestre do ano confirmam a resiliência do transporte marítimo pela costa brasileira. O crescimento de 5,6% na movimentação de cargas aponta para uma retomada do fôlego do setor, que havia registrado um ritmo mais brando no início do ano. O resultado acumulado do primeiro semestre, que fechou com alta de 0,9%, foi fortemente impulsionado por este desempenho de abril a junho, compensando as oscilações do primeiro trimestre.