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Produção de cana-de-açúcar no ciclo 2024-2025 será 5,1% menor

Atualizado em: 18 de April de 2025 às 11:10
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

A produção de cana-de-açúcar no ciclo 2024-2025, no Brasil, será 5,1% menor do que no exercício anterior, totalizando 676,96 milhões de toneladas. Ainda assim, será o segundo melhor resultado histórico nessa cultura. O levantamento é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foi divulgado nessa quinta-feira, dia 17.

De acordo com a Conab, a queda foi “reflexo dos baixos índices de chuvas, aliados às altas temperaturas registradas na Região Centro-Sul, que representa 91% da produção total do país”, aliado à queimada observada nos canaviais. O fogo, de acordo com a companhia, destruiu vários talhões de cana em plena produção. “Essas condições adversas registradas ao longo da temporada influenciaram negativamente na produtividade média, ficando em 77.223 quilos por hectares”, complementou.

Principal região produtora de cana, o Sudeste colheu 439,6 milhões de toneladas, resultado 6,3% inferior ao obtido na safra anterior. Em termos de área, houve um aumento de 7,5% na mesma base de comparação, chegando a um total de 5,48 milhões de hectares. Esse aumento, no entanto, não foi suficiente para recuperar as perdas registradas pela queda da produtividade de 12,8%, estimada em 80.181 quilos por hectare”, justificou a Conab.

A redução do volume de cana colhido resultou também em queda na produção de açúcar. O levantamento indica que a queda ficou em 3,4%, o que corresponde a um total estimado de 44,1 milhões de toneladas.“Apesar da redução em relação à última safra, a temporada que se encerra apresenta a segunda maior produção do adoçante na série histórica da Conab. Esse bom resultado é reflexo do mercado favorável ao produto, que fez com que boa parte da matéria-prima fosse destinada para a fabricação de açúcar”, destacou a Conab.

No caso do etanol, houve crescimento de 4,4% na produção total, de 37,2 bilhões de litros. O aumento foi obtido mesmo com a queda (de 1,1%) da produção a partir do esmagamento da cana, em consequência da piora das condições climáticas. O total produzido ficou em 29,35 bilhões de litros.

 

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