Região Nordeste
Projeto de fosfato e calcário recebe investimento de R$ 1,4 bilhão na Bahia
Investimento da Galvani promete gerar mil empregos, fortalecer a indústria local e reduzir dependência de fertilizantes importados
A Bahia se prepara para um grande impulso na sua economia mineral com o anúncio, nessa quarta-feira, dia 30, de um investimento de R$ 1,4 bilhão da empresa Galvani. O projeto, focado na produção de fosfato e calcário, promete criar mais de mil empregos e fortalecer a indústria local.
O anúncio foi feito pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e aconteceu na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). O objetivo do evento foi apresentar o plano da Galvani e mostrar quais são as necessidades da empresa para a indústria baiana.
Na apresentação, o presidente da CBPM, Henrique Carballal, ressaltou a importância de preparar as indústrias e o comércio da região para atender às demandas de uma empresa de capital aberto como a Galvani. Segundo ele, o sucesso do empreendimento depende da integração das indústrias e do comércio locais, o que garantirá um crescimento econômico sustentável.
“Muitos de nossos empresários não estão acostumados com isso. Precisam entender que há documentação e uma formatação do negócio que precisam se adequar às regras internacionais, às regras que o mercado estabelece”, explicou Carballal.
Carballal reforçou que a Galvani dará prioridade à contratação de mão de obra e empresas baianas. Ele enfatizou que o projeto é inclusivo e que seu principal objetivo é gerar desenvolvimento para a região. “Quem vai prestar serviço para a empresa Galvani serão empresas baianas. Porém, a gente tem que preparar essas indústrias, o comércio e as pessoas”, afirmou.
O investimento total de R$ 1,4 bilhão já inclui recursos negociados com o Finep, uma agência de fomento do governo federal. Desse valor, R$ 400 milhões já foram garantidos e podem chegar a R$ 600 milhões. Parte da produção de fosfato e calcário será doada para a agricultura familiar, com 10 mil toneladas por ano destinadas a comunidades rurais.
Com a operação, a Bahia se tornará independente da importação de fertilizantes fosfatados e poderá atender 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste.
Além dos benefícios econômicos, o projeto também prevê investimentos sociais. A Prefeitura de Irecê receberá R$ 7 milhões para projetos sociais, e o município de Campo Alegre de Lourdes terá R$ 3 milhões para o mesmo fim. Esses aportes financeiros, segundo Carballal, demonstram o compromisso do projeto com o desenvolvimento econômico, social e cultural da região.