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Transnordestina inicia testes de operação com transporte de grãos em outubro
Testes iniciais
As cidades próximas à ferrovia Transnordestina se mobilizam para o início da operação comissionada, previsto para este mês de outubro. A fase de testes incluirá o transporte de cargas como soja, milho, farelo de soja e calcário no trecho entre Bela Vista do Piauí (PI) e Iguatu (CE). Atualmente, as obras da ferrovia registram 76% de avanço físico, com seis lotes em execução e outros dois ainda aguardando contratação.
Investimento
O financiamento da Transnordestina é conduzido desde 2023 pela Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O empreendimento, que conectará os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí por meio de 19 estações, contará com investimento total de R$ 15 bilhões, sendo R$ 4,4 bilhões provenientes do Governo Federal.
Transição justa
O Ministério de Minas e Energia (MME) defendeu que o Brasil precisa avançar em uma trajetória de transição justa e planejada para eliminar o uso do mercúrio na mineração artesanal. A posição foi apresentada durante o seminário “Controles: o uso de mercúrio e o futuro da extração de ouro”, promovido na terça-feira (7) pelo jornal Correio Braziliense em parceria com o Instituto Escolhas.
Desafio social
Segundo a diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do MME, Julevânia Olegário, o desafio vai além da questão ambiental e envolve fatores sociais e econômicos que impactam comunidades da Amazônia Legal. “Se perguntarem onde queremos chegar, a resposta é clara: na eliminação do uso do mercúrio. Mas não existe bala de prata. Precisamos de um processo de transição justa, com alternativas tecnológicas viáveis, capacitação das comunidades e políticas públicas baseadas em evidências”, afirmou.
Ações integradas
O MME informa que atua em duas frentes complementares: a repressão a atividades ilegais em áreas protegidas e o incentivo a práticas sustentáveis, como o cooperativismo e o uso de tecnologias mais seguras. O ministério também coordena a elaboração do Plano de Ação para a Mineração Artesanal e de Pequena Escala, com base em estudo nacional financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente e conduzido pela USP. O trabalho, divulgado em julho, fornece dados inéditos para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a uma mineração responsável e livre do uso de mercúrio.