Aeroportos
Saída da Gol da Chapter 11 demonstra capacidade do setor, diz secretário
Ministério dos Portos e Aeroportos destaca capacidade de recuperação da Aviação e empresa retoma acesso aos recursos do FNAC
O Ministério de Portos e Aeroportos comemorou a conclusão do processo de recuperação judicial da Gol Linhas Aéreas nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. A pasta afirmou que a saída da empresa do processo evidencia a robustez e a capacidade de recuperação do setor aéreo brasileiro. “O Ministério sempre acreditou nessa capacidade e tem atuado com apoio institucional ao setor aéreo”, destacou a nota oficial.
O secretário de Aviação Civil, Tomé Franca, comentou a conclusão do processo ao Portal BE News. “Temos confiança nas empresas que atuam no setor aéreo e o Ministério de Portos e Aeroportos apoia institucionalmente todas as companhias aéreas brasileiras. A saída da Gol do Chapter 11 é mais uma demonstração de que o setor tem robustez e capacidade de recuperação”.
Com a reestruturação concluída, a Gol volta a se habilitar, por meio de operação indireta, para acessar recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), voltado ao desenvolvimento da aviação comercial no país.
Reestruturação bilionária e novo controle acionário
A Gol havia ingressado com o pedido de proteção judicial em janeiro de 2024, com o objetivo de reorganizar dívidas sem interromper as operações. A decisão final favorável, aprovada pelo Tribunal do Distrito Sul de Nova York, marca o encerramento do processo após 18 meses.
O plano envolveu a conversão de até US$ 1,7 bilhão em dívidas garantidas e US$ 850 milhões em outras obrigações em ações da própria empresa. Para viabilizar a saída do Chapter 11, a companhia levantou US$ 1,9 bilhão, com apoio da maioria dos credores.
Com a capitalização de créditos aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, o Grupo Abra, holding que também controla a Avianca, passou a deter, direta ou indiretamente, cerca de 80% das ações ordinárias e preferenciais da Gol, percentual ainda sujeito a variações dependendo do exercício de preferência de outros acionistas.
O CEO do Grupo Abra, Adrian Neuhauser, celebrou o fim do processo na rede social LinkedIn. “Esse processo, sem dúvida, deixa a Gol em uma posição mais sustentável, com uma base sólida de liquidez, custos mais competitivos, uma dívida substancialmente menor e uma estrutura fortalecida para ampliar sua capacidade nos próximos anos”.
Neuhauser também reiterou a confiança do grupo na companhia brasileira: “Fortalecemos nossa participação e nos tornamos acionistas majoritários, reiterando assim nossa confiança na linha aérea mais amada do Brasil”.