Região Sudeste
Secretária de SP cita obras para resolver abastecimento na Baixada Santista
Estado investe em 23 reservatórios e novas adutoras para garantir água à região; secretária participou do evento Navegando com Elas, em Santos
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, citou nesta quarta-feira (25) um conjunto de obras para resolver os problemas crônicos de abastecimento de água na Baixada Santista. As declarações foram feitas durante o evento Navegando com Elas, realizado na Associação Comercial de Santos (ACS).
Resende explicou que a vulnerabilidade do sistema hídrico da região tem raízes históricas. “A última grande obra de infraestrutura resiliente que foi feita na Baixada Santista data em 1980”, disse. Desde então, o crescimento da região metropolitana sobrecarregou uma rede que não acompanhou a demanda. A secretária lembrou que a Baixada não conta com reservação de água bruta, o que obriga o sistema a trabalhar com água já tratada, e o torna mais suscetível a falhas quando há sobrecarga ou estiagem.
Para enfrentar o problema, o Estado constrói 23 reservatórios nos nove municípios, com capacidade total de 140 milhões de litros, com entrega prevista até 2029. “Antes de realizarmos o novo contrato com a Sabesp, nós tínhamos uma média de 500 milhões de investimentos por ano região. Agora, temos R$ 2 bilhões de investimentos. Ou seja, são quatro vezes mais para, de fato, tirarmos o déficit, seja de expansão ou resiliência”, explica Natália.
Segundo ela, quatro grandes reservatórios estão em obras em Itanhaém com capacidade de 40 milhões de litros. A conclusão está prevista para este ano. A secretária também citou sobre uma adutora submersa em fase final de obras no Guarujá, que deve adicionar 500 litros por segundo ao abastecimento até julho.
BAIXADA SANTISTA
Na Baixada, os nove municípios recebem apoio para elaborar planos individuais de drenagem. Segundo a secretária, isso é indispensável para que as obras de saneamento, com universalização de água e esgoto prevista para 2029, não gerem novos problemas. “Quando chove, se eu não tenho uma rede de drenagem, a água entra e os sistemas prejudicam a balneabilidade dos nossos bairros”, alertou.
Resende destacou ainda obras de desassoreamento em São Vicente e intervenções no Rio Preto e no Rio Una, em Peruíbe, onde mudanças no comportamento dos rios vinham empurrando as águas em direção às casas. Desde 2023, mais de 53 milhões de reais foram investidos em obras de recursos hídricos na Baixada Santista.
A secretária encerrou o tema com uma avaliação sobre a abordagem do Estado. “A gente tem que parar de enxugar o gelo. Na infraestrutura, não dá para fazer isso”, afirmou, ao defender que o planejamento de longo prazo e a regulação por incentivos são o caminho para transformar os desafios em soluções permanentes para a população da região.
PROJETO
Por fim, a secretária falou sobre o impacto que a integração entre Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai trazer à região.
A questão da drenagem também foi abordada. Resende afirmou que, quando chegou à secretaria, apenas 130 dos 645 municípios paulistas tinham plano de drenagem.