Nacional
Sem acordo, greve dos petroleiros chega ao terceiro dia
Sindipetro LP confirma ausência de novas negociações com a Petrobras; movimento atinge refinarias, terminais e plataformas, cobrando reposição salarial
A greve nacional dos petroleiros chega ao terceiro dia nesta quarta-feira (17), mantendo a paralisação das atividades por tempo indeterminado em resposta à falta de avanços no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a Petrobras. O Sindipetro do Litoral Paulista confirmou à reportagem que, até o momento, não houve abertura de negociação por parte da estatal, o que ratifica a continuidade da greve em nível nacional.
No Litoral Paulista, a mobilização abrange desde a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) em Cubatão, que amanheceu com portarias fechadas desde o primeiro dia, até terminais estratégicos como o Tebar, em São Sebastião, e a Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA). No setor offshore, a greve segue em diversas plataformas, incluindo as unidades P-66 a P-71 e a Plataforma de Mexilhão.
A categoria reivindica a recomposição de perdas salariais acumuladas desde 2019 e critica a proposta da Petrobras, apresentada após cinco meses de conversas, que oferece 0,5% de ganho real e exclui aposentados e pensionistas.
“Há contradição na postura da empresa, enquanto a gestão prioriza o mercado financeiro, destinando um terço do lucro líquido de R$ 94,5 bilhões a dividendos, a proposta para os trabalhadores impõe retrocessos e não valoriza quem produz esses resultados”, alega a categoria. As entidades sindicais seguem buscando diálogo com a empresa.
Greve aumentou
Até o segundo dia de greve (16), a paralisação atingia 8 refinarias, 24 plataformas, 10 unidades da Transpetro e 4 termelétricas em todo o Brasil. A adesão cresceu nesta quarta-feira (17), com a entrada de novas unidades no Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.
Os petroleiros reafirmam que a greve é um instrumento legítimo e que a mobilização não tem previsão de encerramento sem uma contraproposta justa.