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Senado deve votar política para minerais críticos na próxima semana
Davi Alcolumbre pretende pautar proposta após negociar mudanças no texto com senadores; tema ganhou força diante do interesse internacional nas reservas brasileiras
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pretende colocar na pauta da Casa, na próxima semana, a proposta que cria uma política nacional para minerais críticos e estratégicos. O anúncio foi feito após almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no Palácio da Alvorada. O tema ganhou peso diante do interesse internacional pelas reservas brasileiras.
Alcolumbre reconheceu que há divergências internas sobre o caminho a seguir. A Câmara já aprovou uma proposta, enquanto outra tramita no Senado. “Em relação às terras raras e minerais críticos, que a Câmara já deliberou, nós temos outro projeto tramitando no Senado Federal, que trata do mesmo assunto. Então, há interesses divergentes de senadores”, declarou.
Antes da votação, Alcolumbre quer abrir uma rodada de negociação com os senadores interessados em alterar o texto. A ideia é tentar construir um acordo sobre os pontos de maior resistência. “Quero me comprometer que esta matéria estará pautada na semana que vem, e nós vamos fazer um esforço com todos os colegas senadores que desejam fazer algum tipo de alteração em relação a este assunto. Sentar numa mesa, discutir o que é possível e o que não é possível.”
Margem Equatorial
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a Margem Equatorial poderá se tornar a maior região produtora de petróleo da história do Brasil. A declaração foi feita durante a Exposibram 2026, em Belo Horizonte (MG). Segundo ele, a nova fronteira poderá superar, em produção, o atual protagonismo do Rio de Janeiro.
Silveira também associou o avanço da produção na Margem Equatorial à geração de empregos nas próximas décadas. “Daqui a 20 anos espero geração abundante de petróleo, gerando novos empregos na região”, disse o ministro. A projeção foi feita em referência ao potencial de expansão da atividade petrolífera na área.