Sul Export
Setores público e privado defendem união para avanço da infra aeroportuária
Debate promovido pelo Fórum Sul Export evidenciou importância da articulação conjunta para superar gargalos, especialmente diante dos recentes desafios climáticos no Sul
Autoridades e representantes do setores público e privado foram unânimes em dizer que o avanço da infraestrutura na região Sul depende de investimentos conjuntos. Sob moderação de Núria Bianco, diretora de Inteligência de Mercado do Grupo Brasil Export, o debate no último dia do Fórum Sul Export, realizado nesta terça-feira (29), evidenciou a importância da articulação conjunta entre as duas esferas para superar gargalos e fortalecer a malha aérea regional, especialmente diante dos recentes desafios climáticos.
O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância da cooperação em sua fala durante o painel, com o tema “Regulação, políticas públicas e investimentos para o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária na região Sul”.
“Assumi o cargo em meio a uma crise extremamente difícil, mas me surpreendeu a capacidade de união entre o poder público e o privado”, afirmou, em referência à resposta emergencial à tragédia climática no Rio Grande do Sul.
A situação no estado também foi lembrada pelo secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, que se solidarizou com os gaúchos e defendeu a integração regional. “Santa Catarina entende o Rio Grande do Sul porque também passou por acidentes climáticos. Tenho lutado para que os aeroportos da região Sul atuem em conjunto. Assim como nossos portos, que compartilham pautas comuns e sofrem com a falta de rodovias e ferrovias. Essa é a infraestrutura que vai permitir o real desenvolvimento”, afirmou.
Já o CEO da Motiva Aeroportos, Waldo Pérez apresentou dados sobre os investimentos realizados nos aeroportos da região. A empresa concluiu recentemente a Fase 1B de melhorias em 20 terminais que administra — sendo 9 deles no Sul. “Foram R$ 1,5 bilhão investidos nesta etapa, dos quais R$ 900 milhões no Bloco Sul. Só no Rio Grande do Sul foram R$ 200 milhões, em modernizações nos aeroportos de Bagé, Pelotas e Uruguaiana”, detalhou. Waldo também ressaltou a atuação da empresa na malha emergencial durante as enchentes: “Uruguaiana e Pelotas integraram a malha de resposta à crise, e lideramos pontos de coleta de doações”.
Por sua vez, o CEO da Aeroportos do Brasil, Fábio Rogério Carvalho, chamou atenção para a necessidade de atrair novas companhias aéreas ao país. “O Brasil é o segundo do mundo em número de aeródromos, atrás apenas dos Estados Unidos. Nossa infraestrutura é compatível com o tamanho do país, mas o desafio está em como atrair mais empresas para voar aqui. A concorrência melhora o serviço e reduz os preços. É incompatível com o tamanho do Brasil voarmos tão pouco”, concluiu.

O secretário Tomé Franca destacou a importância da cooperação em sua fala durante o painel, com o tema “Regulação, políticas públicas e investimentos para o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária na região Sul”. Foto: Neitor Corrêa