Região Sudeste
Shell planeja instalar unidade flutuante na Bacia de Santos
Embarcação tem capacidade para produzir até 120.000 barris de petróleo por dia, com operações começando em 2029
A Shell Brasil anunciou nesta sexta-feira (21) a tomada da decisão final de investimento (FID) para o campo Gato do Mato, localizado no pré-sal da Bacia de Santos (RJ). A medida prevê a instalação de uma embarcação do tipo unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO), com capacidade para produzir até 120.000 barris de petróleo por dia, com início programado das operações para 2029.
O afretamento do FPSO será feito através da empresa do Japão Modec, principal fornecedora da embarcação para a Petrobras. As unidades realizam o processamento do petróleo extraído, fazem o armazenamento temporário da produção e possibilitam o transporte para navios ou dutos.
O consórcio responsável pelo desenvolvimento do campo é composto pela Shell, com 50% de participação e operação, pela Ecopetrol (30%), TotalEnergies (20%) e pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), gestora do contrato de partilha de produção (PSC). A estimativa de recursos recuperáveis da área é de aproximadamente 370 milhões de barris de petróleo.
O campo Gato do Mato envolve dois blocos na Bacia de Santos: BM-S-54, que possui um contrato de concessão assinado em 2005, e Sul de Gato do Mato, que foi adquirido por meio da partilha de produção em 2017. A operação inicial do projeto incluirá a reinjeção de gás natural para manter a pressão do reservatório, com a possibilidade de exportação do gás para instalações onshore no futuro.
A Shell Brasil não divulgou o valor exato dos recursos estimados, mas explicou que a projeção de 370 milhões de barris de petróleo segue a metodologia da Society of Petroleum Engineers, que indica que existe uma chance de 50% de o volume real ser maior ou menor que a estimativa.
Além disso, a empresa espera que o investimento no campo gere uma taxa interna de retorno (TIR) superior à mínima exigida para seus projetos (geralmente de 10% a 15%, mas pode variar conforme as características específicas de cada projeto).
Zoë Yujnovich, diretora de Gás Integrado e Upstream da Shell, destacou que o projeto contribui para manter a produção estável de líquidos da empresa, reforçando a posição do grupo na “liderança como maior produtora estrangeira no Brasil”, afirmou. “Seguimos trabalhando para atender às necessidades energéticas do mundo no futuro.”