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Silveira articula inclusão de setores verdes em debêntures de infraestrutura
O pedido de Silveira
Em um movimento estratégico para consolidar o financiamento da “agenda verde” brasileira, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou um ofício aos ministérios da Fazenda e da Casa Civil, solicitando a inclusão de setores sustentáveis no rol de beneficiários das debêntures de infraestrutura. A iniciativa visa garantir que empresas de ponta na transição energética tenham acesso a crédito mais barato e atraente no mercado de capitais, acelerando projetos que são pilares da segurança energética e da descarbonização.
Atividades estratégicas
O pleito de Silveira foca em atividades que hoje lideram o potencial de investimento estrangeiro no Brasil: as produções de hidrogênio de baixo carbono (combustível do futuro com alto valor agregado) e de biocombustíveis e biomassa (com o aproveitamento da força do agronegócio para energia limpa); a mineração sustentável, com foco em minerais críticos (como lítio e nióbio) com baixo impacto ambiental; e a captura e a estocagem de carbono, essenciais para indústrias que buscam o “net zero”.
Expectativa do mercado
As debêntures de infraestrutura, criadas por lei em janeiro de 2026, aguardam regulamentação via decreto. No mercado financeiro, a expectativa é que elas ofereçam prêmios (rendimentos) maiores do que as convencionais, tornando-se o produto estrela de 2026 para grandes fundos internacionais.
Avenida de crédito
Ao buscar essa regulamentação agora em março, Alexandre Silveira tenta deixar uma “avenida de crédito” pavimentada antes de sua saída do ministério em abril. Para o governo, o sucesso desse decreto é vital para o Plano de Transformação Ecológica, coordenado pelo ministro Fernando Haddad, e para a meta de atrair investimentos privados que não dependam exclusivamente do orçamento público (Novo PAC).
Agenda
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cumpre nesta segunda-feira, dia 16, uma agenda estratégica na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A cerimônia marca a inauguração das obras de modernização do Aeroporto de Jacarepaguá, um dos principais hubs de aviação executiva e de suporte à indústria de óleo e gás do País. Com um investimento de R$ 120 milhões, as melhorias focam na segurança operacional e na experiência do passageiro, consolidando o terminal como uma alternativa vital ao saturado sistema aeroportuário fluminense. As intervenções fazem parte do contrato de concessão da Pax Aeroportos, vencedora do Bloco Aviação Geral na 7ª rodada