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Sílvio Costa Filho indica sucessor no Ministério e Republicanos deve definir segundo escalão
Sucessão
O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), tem a garantia do Planalto de que fará seu sucessor. E conforme ele mesmo anunciou na noite da última terça-feira, durante a entrega do Prêmio Aviação+Brasil 2026, em Brasília, o novo titular da pasta será o atual secretário-executivo, Tomé Franca. Mas os postos no segundo escalão serão definidos pelo presidente de seu partido, Marcos Pereira. Alguns nomes já começam a aparecer como cotados. As definições vão ocorrer nos próximos dias.
Reunião entre Leite e Silveira
A crise do diesel ganhou novos contornos federativos nessa quarta-feira, dia 25. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reuniu-se com o ministro Alexandre Silveira para tentar destravar o impasse sobre o custo do combustível, que ameaça paralisar a colheita agrícola no Sul. O foco central é quem pagará a conta da redução de preços: os estados ou a União.
Negociação
A divergência entre o Palácio Piratini e o Ministério da Fazenda reside na proporção da compensação pelas perdas de arrecadação do ICMS. O governador defende que o Governo Federal assuma 70% do esforço fiscal, restando 30% aos estados, por um período emergencial de dois meses. O argumento é a fragilidade das contas estaduais, que não teriam fôlego para absorver perdas maiores sem comprometer serviços básicos. O Ministério da Fazenda, via Confaz, insiste em uma divisão igualitária (50% para cada lado). No entanto, a nova redação apresentada na última sexta-feira gerou dúvidas técnicas sobre como essa compensação seria operacionalizada na prática tributária.
Período de colheita
A urgência da reunião se justifica pelo calendário agrícola. O Rio Grande do Sul está em pleno período de colheita, e a falta de diesel ou preços proibitivos podem elevar drasticamente o custo do frete, gerando inflação de alimentos em todo o país.
Pedido de prioridade
No encontro, Leite buscou garantias de que o Rio Grande do Sul terá prioridade no fluxo logístico, dado que o estado é um dos “fins de linha” da malha de dutos e depende fortemente de cabotagem e caminhões-tanque.