quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Singapura

Singapura sabe que o futuro depende de estar à frente em inovação, diz diretor da ABTRA

Atualizado em: 8 de May de 2023 às 8:52
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Angelino Caputo faz balanço da viagem que realizou ao país junto à comitiva da Missão Portuária – Brasil Export 2023

“Singapura sabe que o futuro depende de estar à frente em inovação”, diz Angelino Caputo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), ao voltar para o Brasil após viagem a Singapura – eleito o país mais inovador da Ásia repetidas vezes pelo Global Innovation Index, ranking anual que analisa a capacidade dos países em obterem sucesso com inovação.

Caputo desembarcou no país no dia 24 de abril e ficou até o dia 28, participando da Missão Portuária – Brasil Export 2023, que incluiu visitas ao PIER71, principal ecossistema de inovação focado no setor marítimo, e à Autoridade Portuária local MPA (Maritime Port Authority).

Para Angelino, o país chegou a um nível de excelência em tecnologia e inovação graças a constantes investimentos, públicos e privados, em ideias que, desde o nascedouro, apresentam potencial de sucesso. “Adotaram isso como cultura, é algo que permeia a sociedade”, explica.

E, segundo ele, são exatamente esses fatores que ainda diferem do cenário encontrado no Brasil: pouco ou nenhum investimento em projetos que têm potencial, mas que ainda estão em fase inicial; e pouca popularização da cultura tecnológica.

“Até que a ideia vire um projeto de fato, que possa ser comercializado, demora. Singapura adota as boas ideias desde o começo e dá toda a estrutura para que elas possam se desenvolver. No Brasil não, os investidores só aparecem quando a ideia já está praticamente viabilizada, o que faz com que muitas fiquem pelo caminho”, explica.

Para ele, o principal objetivo de viagens como esta é mostrar para quem participa das comitivas que “inovação é tentativa e erro”, mas que quando dá certo, impacta positivamente não só os setores produtivos, mas toda a sociedade. 

“Inovação tem um poder transformador e o Brasil, para se tornar uma grande potência, precisa investir em novas tecnologias”, pontua.

Tecnologias apuradas

A última vez que o diretor da ABTRA esteve em Singapura havia sido em 2019. Naquele ano, ao visitar o porto, ele viu que os portêineres eram movimentados de forma remota. Os operadores ficavam em uma sala e cada um deles conseguia operar quatro equipamentos de forma simultânea. Quase quatro anos passaram e agora cada operador já consegue operar oito portêineres ao mesmo tempo.

“E a meta deles, investindo em tecnologia, é que em breve esses operadores possam operar 20 portêineres de uma só vez. Inovação na prática”, cita. 

Isso porque o Porto de Singapura vai mudar de lugar para expandir e os trabalhos já estão em andamento. “A capacidade deles de planejar a longo prazo é de fazer inveja. É um projeto de estado, não de governo, por isso é executado”, comenta.

Angelino conta que, atualmente, o complexo movimenta 37 milhões de TEU por ano, 10 vezes mais que a quantidade movimentada no Porto de Santos (SP), o maior da América Latina. O projeto prevê que o novo Porto de Singapura terá capacidade para movimentar 65 milhões de TEU em 2040, por isso a necessidade de ser ainda mais automatizado.

Questionado sobre como o país consegue automatizar tantas funções sem gerar desemprego, Caputo explica que o porto tem programas de requalificação profissional, proporcionando aos funcionários a possibilidade de migrar e atender a novas demandas.

Ao concluir o balanço da viagem, Caputo comenta que o PIER71 segue sendo o “seu modelo” a ser perseguido no Brasil. O hub de inovação reúne em um grande prédio empreendedores de tecnologia que pensam e criam soluções específicas para o setor marítimo.

“Como pode Santos ter o porto mais importante do país e não ter ali um hub de inovação?”, questiona, dizendo também que a instituição de Singapura possui parcerias com diversos países do mundo, mas não está presente na América do Sul, algo que precisa ser trabalhando, visando uma possível colaboração, o que poderia trazer ganho para o setor portuário nacional.

“Viagens como essa abrem oportunidades de futuras parcerias. O setor precisa viajar mais, mas não só para ver guindastes, dragagem, e sim para conhecer as tecnologias adotadas em outros países. É preciso olhar para o futuro”, ressalta.

Além de Caputo, fizeram parte missão portuária autoridades como os diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Felipe Queiroz e Lucas Asfor; o presidente da Companhia Docas da Paraíba (CDP), Ricardo Barbosa; o secretário de Governo da Prefeitura de Santos, Fábio Ferraz; do CEO do Brasil Export, Fabrício Julião; o presidente do Conselho do Singapura Export, Joel Julius, e integrantes do grupo que venceu o Brasil Hack Export, maratona tecnológica promovida pelo grupo Brasil Export em 2020.

Compartilhe:
TAGS Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados Brasil Export 2023 Global Innovation Index Missão Portuária Singapura
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten