Região Sudeste
Sorocaba obtém status de aeroporto internacional para manutenção
Autorização da Receita Federal permite entrada e saída de jatos executivos estrangeiros para serviços no terminal paulista
O Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz, em Sorocaba (SP), foi oficialmente autorizado a operar como aeroporto internacional especializado em manutenção, reparo e operações de importação e exportação de aeronaves. A autorização, publicada pela Receita Federal na terça-feira (15) no Diário Oficial da União, marca uma nova etapa para o terminal, reconhecido como referência mundial na manutenção de jatos executivos.
O processo de internacionalização foi iniciado em 2012 e permitirá que aeronaves vindas do exterior utilizem Sorocaba diretamente para serviços de manutenção, sem necessidade de escalas em outros aeroportos para trâmites aduaneiros. O alfandegamento tem validade inicial de 12 meses e é voltado exclusivamente à manutenção e às operações de entrada e saída de aeronaves, não incluindo transporte comercial de passageiros ou carga.
“Não tenho dúvidas de que esse segmento é estratégico para gerar empregos, atrair investimentos e contribuir para o desenvolvimento regional. Nosso compromisso, junto aos demais órgãos, é garantir um ambiente cada vez mais eficiente, seguro e competitivo para o setor”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Nos últimos anos, o terminal passou por uma série de melhorias para viabilizar as operações internacionais. Foram instaladas salas administrativas para órgãos aduaneiros, implantado um canal de inspeção com raio-x para bagagens e criado um posto da Polícia Federal para emissão de passaportes. Também foram realizadas reformas no terminal de passageiros e em áreas operacionais.
Administrado pela Rede VOA, o aeroporto é base de empresas especializadas na manutenção de aeronaves executivas de diversos portes, como as da Embraer. Para o CEO da concessionária, Marcel Moure, a internacionalização do terminal é resultado de um esforço conjunto entre a operadora e órgãos públicos. “Foi um processo longo e trabalhoso, que se conclui hoje após grande empenho da nossa equipe e de um excelente trabalho de integração com a Receita Federal, a Polícia Federal, a Anvisa, a Anac e demais órgãos”, declarou.
Com a nova condição, empresas internacionais que operam aeronaves executivas poderão ampliar suas operações no Brasil. A Embraer, por exemplo, poderá atender a uma demanda maior de clientes estrangeiros, como a companhia aérea United Airlines.