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STF adia definição sobre investigação envolvendo Alexandre de Moraes
Sessão que discutiria a abertura de investigação sobre a relação do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro terminou sem decisão; resultado gera preocupação no governo sobre possíveis impactos eleitorais
Como era esperado, a bancada “governista” no Supremo Tribunal Federal (STF) protelou o máximo que pode e conseguiu deixar indefinida a sessão de ontem, que tinha como objetivo decidir sobre a realização de uma investigação a respeito do relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A vitória do grupo, porém, aumentou a preocupação no Palácio do Planalto, que teme os impactos desse resultado nas eleições presidenciais deste ano, prejudicando a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Petrobras em alta
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras registraram expressiva valorização no pregão dessa terça-feira, dia 15. Os papéis PETR3 (ordinários) subiram 3,63%, encerrando cotados a R$ 56,23, enquanto as ações PETR4 (preferenciais) avançaram 3,09%, fecham a R$ 50,43. A disparada é resultado da junção de três vetores estratégicos: a escalada nas cotações internacionais do petróleo cru provocada por ataques geopolíticos no Oriente Médio, o avanço acima do esperado nos dados preliminares de produção da estatal em agosto e, principalmente, a assinatura de um mega-contrato de longo prazo de suprimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) nos Estados Unidos.
Manifesto da Fenaj
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) oficializou, nessa terça-feira, dia 15, o lançamento de duas cartas abertas direcionadas às candidaturas que disputarão a presidência da República e as cadeiras no Congresso Nacional nas próximas eleições. Os documentos traçam um diagnóstico da crise estrutural da profissão no País, alertando para a precarização das relações de trabalho e cobrando um marco regulatório para a atuação de grandes corporações de tecnologia (big techs) e ferramentas de Inteligência Artificial em solo brasileiro.
Segundo a Fenaj, o avanço “descontrolado” das plataformas tecnológicas multinacionais, em sua maioria sediadas nos Estados Unidos, ameaça a soberania nacional e o futuro da atividade de imprensa, ao capturar e utilizar a produção jornalística sem a devida compensação financeira ou transparência nos algoritmos. “A utilização de conteúdo jornalístico por essas ferramentas deve não apenas assegurar transparência, mas remuneração justa a quem produziu a informação”, destaca trecho do manifesto.