Ferrovias
Sudene libera R$ 161,2 milhões para ferrovia e parque solar no Nordeste
Fundo de Desenvolvimento do Nordeste financia a Transnordestina, no Ceará, e o complexo Sol do Agreste, em Pernambuco, ambos no Novo PAC
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou, nesta quinta-feira (7), a liberação de R$ 161,2 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para dois projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC); a ferrovia Transnordestina, no Ceará, e o complexo solar Sol do Agreste, em Pernambuco. Do total, R$ 41,2 milhões vão para a ferrovia, e os R$ 120 milhões restantes para o parque de energia renovável.
Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o FDNE é o principal instrumento de financiamento de longo prazo para grandes projetos estruturantes no Nordeste.
“O Fundo é um instrumento essencial para viabilizar projetos estruturantes que ampliam a competitividade do Nordeste, geram empregos e reduzem desigualdades regionais de forma sustentável”, afirmou.
TRANSNORDESTINA
A Transnordestina é uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no Brasil. Com orçamento de R$ 15 bilhões e conclusão prevista para 2029, a ferrovia tem como objetivo ampliar a capacidade de escoamento da produção industrial, mineral e agropecuária do Nordeste.
Segundo a Sudene, cerca de cinco mil trabalhadores atuam no projeto, que registra 81% de execução na primeira fase, com entrega prevista para 2027 e vários trechos em fase de comissionamento.
O valor aprovado nesta semana representa uma parcela do montante de R$ 1 bilhão previsto pelo FDNE para 2025. Desde o início, a Sudene já liberou R$ 6,6 bilhões para a obra — de um total projetado de R$ 7,4 bilhões até 2027 —, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). A autarquia também participa da governança do projeto como acionista da Transnordestina Logística S.A.
COMPLEXO SOLAR
No setor de energia, os recursos vão para o complexo Sol do Agreste, instalado nos municípios de São Caetano e Tacaimbó, no agreste pernambucano. O empreendimento, que já está em operação, reúne seis usinas, o Sol do Agreste I a VI, com 594 unidades geradoras e capacidade instalada de 170 MW.
O investimento total no complexo chega a R$ 327,3 milhões, com financiamento compartilhado entre o FDNE, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e recursos próprios da empresa.
O projeto ainda contribui para a expansão da energia solar na matriz elétrica brasileira e reforça o nordeste como polo estratégico de energias renováveis no país.