quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Sul Export

Sul se aproxima de limite estrutural da logística, aponta setor no Sul Export

Atualizado em: 17 de September de 2026 às 20:30
Júnior Batista Enviar e-mail para o Autor

Executivos destacam gargalos ferroviários e rodoviários no Paraná e defendem investimentos para acompanhar expansão da produção e das exportações

O Paraná pode estar se aproximando de um limite estrutural de sua infraestrutura logística diante do crescimento da produção e das exportações. O alerta foi feito pelo diretor do Terminal Portuário Cotriguaçu e delegado regional da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Rodrigo Buffara Farah, durante o painel “Demandas do setor produtivo e o protagonismo da região Sul para o desenvolvimento econômico do Brasil”, realizado nesta quinta-feira (17), no Sul Export 2026, em Foz do Iguaçu (PR).

“A questão que se impõe é: teremos chegado ao nosso limite estrutural ou ainda existe margem para crescimento?”, questionou Farah. Segundo ele, a situação do Paraná, especialmente na região de influência do Porto de Paranaguá, indica uma aproximação de um ponto de saturação tanto para cargas gerais quanto para cargas refrigeradas.

O executivo afirmou que os gargalos não podem ser atribuídos apenas a fatores circunstanciais, como as condições climáticas. Na avaliação dele, a comparação com estruturas logísticas de outros países mostra que o Brasil trabalha com uma margem de segurança operacional menor.

Entre os principais problemas apontados por Farah está a deficiência da infraestrutura ferroviária no Oeste do Paraná. A região, segundo ele, ainda carece de alternativas ferroviárias e rodoviárias capazes de garantir o escoamento da produção com maior eficiência.

“A deficiência ferroviária é evidente, afetando severamente o Oeste do Estado, região que carece de uma infraestrutura de transporte, tanto ferroviária quanto rodoviária, capaz de escoar a produção com eficiência”, afirmou.

Os acessos ao Porto de Paranaguá também permanecem entre os principais pontos de atenção, de acordo com o diretor da Cotriguaçu. Para ele, o problema não foi solucionado nem mesmo após o ciclo anterior de concessões rodoviárias.

A pressão sobre a infraestrutura ocorre em paralelo ao crescimento da produção e da industrialização no Estado. A Cotriguaçu é uma cooperativa de segundo grau formada por Copacol, C.Vale, Lar e Copavel. Juntas, as cooperativas movimentam cerca de R$ 50 bilhões por ano, segundo Farah, e seus produtos chegam a 170 países.

O modelo da cooperativa é baseado na transformação de proteína vegetal em proteína animal, com foco na agregação de valor à produção agrícola. Atualmente, o grupo exporta cerca de 5 mil contêineres de frango por mês.

Portos também ampliam capacidade

O crescimento da demanda já provoca movimentos de expansão na infraestrutura portuária. O diretor de Comunicação e Relações Institucionais do Porto Itapoá, Alberto Machado, afirmou que o terminal, em operação desde 2010, está iniciando sua quinta fase de expansão. “O exportador brasileiro possui uma demanda latente por maior produtividade, sendo o escoamento o principal desafio logístico”, disse Machado.

O executivo destacou que a expansão portuária precisa ser acompanhada pelos investimentos nos acessos. Segundo ele, o terminal trabalha com o governo estadual para ampliar o calado, enquanto avançam projetos de duplicação das vias rodoviárias. Também estão em andamento estudos, em conjunto com empresas como Klabin e Bracell, para a implantação de um ramal ferroviário conectado ao terminal.

Machado defendeu ainda uma aproximação maior entre planejamento logístico e política industrial. Para ele, os investimentos privados precisam considerar a demanda futura e estar alinhados ao planejamento de longo prazo do poder público.

O diretor de Planejamento Operacional e Logística da Klabin, Roberto Bisogni, apresentou um cenário semelhante a partir da expansão da companhia. Nos últimos dez anos, a empresa ampliou sua capacidade produtiva em quase 60% e adicionou 2,5 milhões de toneladas ao volume que já produzia, após investimentos de dezenas de bilhões de reais.

Para acompanhar esse crescimento, a companhia estruturou ativos próprios de logística, incluindo ramal ferroviário, locomotivas, vagões e terminais.

“Fizemos nossa parte para assegurar a fluidez do escoamento de nossa produção. No entanto, esses ativos respondem por cerca de 50% de nossas exportações. A parcela restante ainda depende do modelo rodoviário tradicional para o acesso aos portos de Paranaguá e de Santa Catarina”, afirmou Bisogni.

Segundo ele, embora a empresa apresente demandas e participe de projetos setoriais, é necessário que a infraestrutura brasileira acompanhe a evolução da produção no longo prazo.

O CEO da Transglobal Holding, Beto Martins, citou o caso do Porto Itapoá como exemplo de articulação entre iniciativa privada e poder público para superar um gargalo. Segundo ele, quando esteve à frente da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, foi construída uma solução para as obras do canal de acesso ao terminal.

O setor privado aportou os recursos, com compensação posterior por meio de tarifas, enquanto o Estado atuou como delegatário e contou com a anuência do governo federal. “Sempre defendi que a logística é a espinha dorsal de qualquer negócio bem-sucedido no Brasil”, afirmou Martins.

Para o sócio da Avren, Thiago Meirelles, a expansão da infraestrutura também dependerá da capacidade de mobilizar recursos. A empresa, segundo ele, administra uma carteira de aproximadamente R$ 8 bilhões em projetos e trabalha com diferentes fontes de financiamento.

Meirelles citou três pilares: aporte de equity, operações estruturadas no mercado de capitais e crédito corporativo. Segundo ele, fundos nacionais e internacionais, incluindo fundos soberanos, demonstram interesse crescente em ativos de infraestrutura no Brasil.

Compartilhe:
TAGS brasil export portos Região Sul Sul Export
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten