Norte Export
Superterminais movimenta metade da carga do Amazonas e cobra mais atenção
Diretor-geral Marcello Di Gregório anuncia R$ 400 milhões em investimentos e defende protagonismo da região durante evento Norte Export
A logística do Amazonas sustentada majoritariamente pelos rios concentra um dos principais gargalos e, ao mesmo tempo, uma das maiores potencialidades do país. É nesse contexto que a Superterminais, responsável por cerca de 50% da carga que chega ao estado, busca se consolidar como referência nacional em eficiência e sustentabilidade.
Durante o evento Norte Export, realizado nesta quinta-feira (19), em Manaus, o diretor-geral da empresa, Marcello Di Gregório, destacou o papel histórico da companhia na estruturação logística da região Norte e cobrou maior atenção ao modelo amazônico de transporte. “98% das mercadorias e das pessoas se deslocam por rios. Aqui, os rios são as nossas estradas”, afirmou.
Segundo ele, a empresa atua desde 1977 na região e tem sido protagonista na consolidação da logística local, em um cenário ainda marcado por desafios estruturais e baixa priorização nacional. A operação da Superterminais emprega atualmente cerca de 800 trabalhadores diretos e 2.400 indiretos, e deve receber aproximadamente R$ 400 milhões em investimentos ao longo deste ano, com foco na ampliação da capacidade e modernização das operações.
O executivo também ressaltou a relação direta entre logística, desenvolvimento econômico e preservação ambiental na região. Para ele, a Zona Franca de Manaus tem papel central nesse equilíbrio, contribuindo para manter elevados níveis de conservação da floresta amazônica. “Aqui temos cerca de 98% da floresta preservada, muito em função do modelo econômico da Zona Franca”, disse.
Além da expansão operacional que inclui a ampliação da estrutura para 11 armazéns, a empresa aposta em iniciativas ambientais como eixo estratégico para o futuro.
A Superterminais foi o primeiro terminal portuário do país a obter certificação ambiental considerada de referência e também o único da região Norte com selo diamante concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Entre as medidas em curso, estão a substituição do diesel por gás natural, com a implantação de uma usina própria ainda este ano, e a adoção de caminhões elétricos nas operações.
“Agora o próximo passo é avançar na sustentabilidade. Sabemos que o setor portuário é intensivo em combustíveis fósseis, mas estamos trabalhando para reduzir essas emissões”, afirmou.
O executivo defendeu ainda que a região Norte deixe de ser vista como periférica na agenda logística nacional e passe a ser tratada como estratégica para o desenvolvimento do país. “A gente precisa transformar o Amazonas e mostrar que aqui também é possível ser referência para o Brasil”, disse.