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TCP amplia liderança na exportação de madeira no Sul e Sudeste

Atualizado em: 18 de May de 2026 às 9:30
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Terminal de Paranaguá alcança 37% de participação de mercado após crescimento dos embarques para México, EUA e Alemanha

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), ampliou sua participação nos embarques de produtos florestais e passou a concentrar 37% do mercado de exportação de madeira na região de influência formada por Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Os dados foram levantados pela plataforma Dataliner e compilados pela equipe de inteligência de mercado do terminal.

No primeiro trimestre de 2026, a TCP movimentou 27.909 contêineres de 20 pés (TEU) em cargas ligadas ao segmento de madeira, volume equivalente a cerca de 364 mil toneladas de produtos florestais. O resultado representa crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O avanço ocorre em um cenário de mudanças no comércio exterior, marcado por incertezas relacionadas a tarifas internacionais e pela expectativa em torno do acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo a TCP, exportadores brasileiros têm buscado ampliar mercados compradores e operações com maior previsibilidade logística.

Entre os principais destinos das cargas embarcadas pelo terminal no primeiro trimestre deste ano, o México liderou as importações, com cerca de 55 mil toneladas de produtos do segmento de madeira. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 54 mil toneladas, e a Alemanha, com 31 mil toneladas.

A diversificação dos destinos ocorre em meio à busca do setor madeireiro brasileiro por mercados com maior estabilidade comercial e capacidade de absorção de produtos de maior valor agregado. O segmento exportado pela TCP reúne cargas utilizadas principalmente pela indústria moveleira, construção civil e fabricação de componentes estruturais em madeira.

Em 2025, a TCP já havia encerrado o ano como principal corredor de exportação de madeira na região de influência do terminal. Ao longo do ano, foram exportadas 1,4 milhão de toneladas do produto, o equivalente a 30% de participação de mercado nos embarques do segmento. Os principais destinos naquele período foram Estados Unidos, México e Itália.

Os produtos mais embarcados pelo terminal incluem madeira compensada, madeira serrada, painéis de fibras de madeira, madeira perfilada e obras de marcenaria voltadas à construção civil.

O Paraná respondeu pela maior parte da carga exportada pela TCP no primeiro trimestre deste ano, com aproximadamente 255 mil toneladas movimentadas. Santa Catarina aparece em seguida, com 89 mil toneladas, enquanto Mato Grosso somou cerca de 9 mil toneladas embarcadas pelo terminal no período.

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, o desempenho do terminal está associado à infraestrutura logística e à proximidade com polos produtores da Região Sul e Sudeste.

“O aumento da participação de mercado na exportação de madeira está diretamente relacionado à confiabilidade da infraestrutura e à qualidade do atendimento oferecido pela TCP aos clientes do segmento. Graças à eficiência logística e à proximidade às principais indústrias produtoras, o Terminal se destaca como um corredor estratégico para o embarque de madeira na Região Sul e Sudeste”, afirmou.

Escalas e armazenagem gratuita

Entre os fatores apontados pela empresa para sustentar o crescimento da operação estão a oferta de 23 escalas semanais regulares de navios e o período de sete dias de armazenagem gratuita para cargas destinadas à exportação.

A TCP também destaca investimentos recentes em infraestrutura operacional. O terminal possui armazém alfandegado próprio, ligação ferroviária direta à zona primária e obras de ampliação da capacidade ferroviária.

Parte relevante da movimentação de madeira no terminal também ocorre por meio do modal ferroviário, utilizado principalmente para integração com polos industriais e regiões produtoras do interior do Paraná e de Santa Catarina. Segundo a empresa, a ampliação da malha operacional busca aumentar a eficiência no fluxo de contêineres destinados à exportação e reduzir o tempo de permanência das cargas no terminal.

Desde 2026, o terminal passou a operar com calado máximo de 13,30 metros, condição que permite maior volume de carga por embarcação. Segundo a empresa, a expansão da estrutura ferroviária em andamento deverá elevar em cerca de 20% a capacidade operacional do modal dentro do terminal.

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