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Terminais privados movimentam 78 mi de toneladas e crescem 13,6% em outubro
Portos privados em crescimento
A movimentação de cargas nos Terminais de Uso Privado (TUP) do Brasil atingiu a marca de 78,7 milhões de toneladas em outubro de 2025, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), consolidados pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O resultado representa um crescimento de 13,6% em comparação ao mesmo mês de 2024, consolidando a relevância da iniciativa privada na logística nacional.
Aumento
O grande destaque do período foi o Porto Chibatão, em Manaus (AM), que registrou uma alta impressionante de 322,6%. Esse salto reflete a normalização dos rios na região amazônica após a seca histórica que paralisou operações no ano anterior.
Cargas
O avanço foi generalizado entre os diferentes tipos de mercadorias movimentadas nos terminais autorizados. Os granéis sólidos omaram 47,5 milhões de toneladas (+15,7%); os líquidos, 23,1 milhões de toneladas (+16,7%), e a carga conteinerizada, 5,1 milhões de toneladas (+12%).
Fim de restrições
O desempenho do Porto Chibatão e de outros terminais como o Fronteira Norte (+285%) e Barcarena (+217,5%) explica-se pelo fim das restrições de calado que castigaram a Amazônia em 2024. “Com a recuperação dos níveis dos rios em 2025, restabelecemos plenamente as operações, garantindo maior previsibilidade e capacidade de atracação”, informou o Grupo Chibatão.
Adaptação
Para o presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, os números reforçam a capacidade de adaptação dos TUPs: “O desempenho evidencia como a iniciativa privada contribui para o fortalecimento da logística e do comércio exterior do País”.
Efeito Dominó
A recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na prisão de Nicolás Maduro, adicionou um novo componente de incerteza às negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Embora os blocos tenham registrado progressos significativos nas últimas semanas, a instabilidade política na América do Sul e as resistências internas na Europa podem forçar uma revisão no cronograma de assinatura, originalmente previsto para janeiro de 2026. Estrategistas da XP Investimentos e analistas internacionais apontam que, embora o acordo continue no horizonte, o cenário tornou-se mais complexo.