terça-feira, 06 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Portos

Terminal de celulose ganha nova etapa no Porto do Rio Grande

14 de September de 2026 às 9:27
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Contrato de cessão da área foi firmado nesta sexta-feira para empreendimento com dois berços para navios e dois para barcaças

A implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto do Rio Grande avançou nesta sexta-feira (11) com a assinatura do contrato de cessão da área onde será instalado o empreendimento. O documento foi firmado entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Terminal Rio Grande do Sul S.A.

A formalização representa mais uma etapa do processo iniciado em janeiro, quando o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) assinaram o contrato de adesão que autoriza a exploração da instalação portuária.

O projeto prevê a construção de dois berços para navios e outros dois destinados a barcaças, além de um armazém com capacidade estática para 194 mil toneladas de celulose. A estimativa é de que o terminal tenha capacidade para escoar aproximadamente 5 milhões de toneladas do produto por ano.

A estrutura fará parte do sistema logístico associado ao Projeto Natureza, da CMPC, que inclui a implantação de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e as instalações necessárias para o transporte da produção até o Porto do Rio Grande.

O modelo previsto para o terminal combina transporte hidroviário, armazenagem e embarque marítimo. A celulose deverá chegar à instalação por hidrovia, ser armazenada no complexo e posteriormente transferida para navios destinados à exportação.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a integração entre a produção industrial e a infraestrutura portuária é necessária para acompanhar o aumento da atividade econômica e ampliar as condições de escoamento.

“Um projeto dessa dimensão exige planejamento e segurança para que cada etapa avance de forma coordenada. É papel do poder público criar as condições para que a infraestrutura acompanhe as necessidades do setor produtivo, com segurança operacional e responsabilidade ambiental”, afirma.

Integração hidroviária

A implantação do terminal também deverá ampliar a utilização das hidrovias gaúchas no transporte de cargas destinadas ao Porto do Rio Grande. A proposta é conectar a nova unidade industrial da CMPC diretamente à infraestrutura portuária por meio da navegação interior, reduzindo etapas rodoviárias no deslocamento da produção até o embarque marítimo.

O projeto avança em paralelo às iniciativas do Governo Federal para recuperação e qualificação da infraestrutura hidroviária do Rio Grande do Sul. O MPor trabalha em ações voltadas à navegabilidade, segurança e regularidade das rotas utilizadas pelo transporte de cargas.

“O Brasil precisa utilizar melhor suas hidrovias, e o Sul do país tem uma oportunidade concreta de avançar nesse caminho. Com planejamento, participação social, responsabilidade ambiental e cooperação entre os setores público e privado, vamos criar as condições para que a navegação interior cumpra um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento regional e nacional”, destaca Tomé Franca.

SAIP Sul-Mirim

Outra iniciativa em andamento é a proposta de concessão do Sistema Aquaviário Integrado do Sul e Lagoa Mirim (SAIP Sul-Mirim). O projeto reúne os acessos aquaviários aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de trechos de rios e lagoas do estado.

A intenção é estruturar uma gestão integrada da infraestrutura aquaviária, com intervenções voltadas a aumentar a previsibilidade das operações e garantir maior regularidade à navegação de cargas.

Para Franca, a expansão da infraestrutura portuária precisa ocorrer de forma articulada aos corredores utilizados para levar a produção aos terminais.

“O papel do Ministério de Portos e Aeroportos é contribuir para que os investimentos em infraestrutura acompanhem o crescimento da economia, reduzam gargalos, ampliem a eficiência logística e deem maior competitividade às exportações brasileiras”, finaliza o chefe da pasta.

Compartilhe:
TAGS celulose Ministério de Portos e Aeroportos Rio Grande TUP
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten