Porto de Santos
Túnel terá canteiro de obras instalado até fevereiro, com presença de Lula e Tarcísio
Segundo Autoridade Portuária de Santos, conciliação de agendas foi motivo para adiar assinatura de contrato, inicialmente previsto para o começo de janeiro
A assinatura do contrato de concessão do túnel imerso Santos–Guarujá e a instalação simbólica do canteiro de obras estão previstas para ocorrer entre 28 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.
O contrato será firmado com a Mota-Engil Latam Portugal S.A., vencedora do leilão da concessão. Inicialmente prevista para o dia 8 de janeiro, a assinatura foi adiada após a empresa solicitar prorrogação de 20 dias por questões burocráticas. A nova data deve ser ajustada para coincidir com o aniversário do Porto de Santos, em 2 de fevereiro, além de compatibilizar as agendas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que devem participar do ato.
Considerado um projeto histórico para a Baixada Santista, o túnel terá 1,5 quilômetro de extensão, sendo 870 metros imersos sob o canal de navegação do Porto de Santos, ligando os municípios de Santos e Guarujá.
Segundo Pomini, a cerimônia terá caráter simbólico e institucional. “É importante que todos estejam presentes nesse ato, que é histórico e simbólico para todos nós”, afirmou. Na mesma data, está prevista a entrega de 50 unidades habitacionais no Parque da Montanha, na Vila Edna, em Guarujá. As moradias serão destinadas a famílias da Prainha, área impactada pelas obras do túnel.
O principal canteiro de obras será instalado na região da Prainha, em Vicente de Carvalho, nas proximidades do chamado Linhão. No local será construída a doca seca, estrutura onde serão fabricados os módulos de concreto do túnel antes de serem imersos no fundo do canal. Também estão previstas intervenções viárias e a construção da desembocadura do túnel no lado do Guarujá.
De acordo com a APS, a escolha da área levou em conta fatores técnicos e logísticos, como a proximidade com o canal de navegação, o fato de o terreno já pertencer ao Porto e a menor necessidade de desapropriações. A retirada das famílias da Prainha é considerada fundamental para viabilizar a construção dos módulos do túnel.
A obra é apontada como uma das maiores intervenções de infraestrutura e mobilidade urbana do litoral paulista, com impacto direto na integração entre Santos e Guarujá, na fluidez do trânsito e na eficiência logística da região portuária.