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Vaga na diretoria da Antaq deve ficar sem definição até após eleições
Planalto deve aguardar o fim do processo eleitoral para indicar nome que será sabatinado pelo Senado; Alexandre Florambel deve permanecer como diretor interino
O preenchimento da vaga na diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), aberta com o término do mandato de Flávia Takafashi em fevereiro deste ano, não deve ocorrer tão cedo. Segundo fontes ligadas ao órgão regulador e à Casa Civil, o Palácio do Planalto deve aguardar o término das eleições para indicar um nome para ser sabatinado no Senado e, se aprovado, integrar a direção da Antaq. Nomeado interinamente para a função de diretor da agência, enquanto essa situação não se resolve, Alexandre Florambel deve permanecer na função por alguns meses.
Parceiros asiáticos
As trocas comerciais do Brasil com os países da Ásia devem ultrapassar o volume de negócios realizado com parceiros mais tradicionais, como os Estados Unidos e a União Europeia, “num futuro próximo”. A projeção é do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que abordou o tema nessa terça-feira, dia 18, em Brasília, durante reunião com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn.
O otimismo de Mauro Vieira ampara-se no histórico recente de expansão das trocas. Entre 2003 e 2025, o comércio bilateral entre o Brasil e os 11 países que compõem a Asean saltou de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, um crescimento de dez vezes no período. “O Brasil já exporta mais para Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, enfatizou Mauro Vieira.
A aproximação com o Sudeste Asiático ocorre no momento em que o governo brasileiro busca ativamente a diversificação de seus mercados compradores para mitigar os impactos econômicos das recentes barreiras alfandegárias e sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos.
Durante o encontro, Mauro Vieira formalizou o interesse do Brasil em ascender à condição de Parceiro de Diálogo Sectorial/Integral da Asean. Atualmente, esse nível diferenciado de articulação política e econômica é restrito a um grupo seleto de potências e blocos, que inclui Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Índia, Rússia, Canadá, Austrália e Coreia do Sul.