Região Nordeste
Vale e BNDES retomam conversas sobre projeto da Bamin
Negociações avançam para mina e ferrovia na Bahia, mas consórcio ainda busca investidor para terminal portuário em Ilhéus
Após um período de pausa, Vale, Cedro Participações e BNDES retomaram as negociações em torno do projeto da Bahia Mineração (Bamin). Segundo apurado e divulgado com exclusividade pelo Pipeline, site de negócios do Valor Econômico, o foco atual é viabilizar a operação da mina e da ferrovia, enquanto as partes buscam um investidor para o terminal portuário em Ilhéus (BA). Grupos árabes e chineses têm sido procurados, com a oferta de contratos do tipo “take or pay” para garantir a demanda de transporte de minério de ferro.
O projeto envolve uma mina em Caetité (BA), com capacidade de 26 milhões de toneladas anuais, a conclusão de um trecho da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e a construção do porto. O investimento pode superar R$ 30 bilhões. Controlada pela Eurasian Resources Group, do Cazaquistão, a Bamin está à venda. A Brazil Iron chegou a fazer uma proposta, mas não avançou com exclusividade.
Ainda segundo a reportagem publicada pelo Pipeline, o governo federal é apontado como defensor do projeto e gostaria que fosse assumido pela Vale. A empresa estuda o tema internamente, mas ainda não levou a discussão ao conselho de administração. A análise inclui estudos geotécnicos sobre reservas e teor do minério.
Especialistas apontam que, para a Vale, poderia fazer mais sentido investir na ampliação de Carajás (PA), onde já há infraestrutura e minério de alta qualidade. No entanto, a expansão na região depende da regulamentação federal sobre mineração em áreas com cavernas, medida que ainda não foi publicada.