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Vale vê potencial para ampliar produção em 50 milhões de toneladas
Gustavo Pimenta defende mudanças nas regras ambientais para destravar exploração em Carajás e avalia participação na compra do Porto Sudeste por US$ 3,5 bilhões
O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, acredita ser possível ampliar a capacidade de produção de minério de ferro da companhia em até 50 milhões de toneladas por ano. Mas isso depende de conseguir avançar com a exploração do chamado Bloco C, na região de Carajás, no Pará, o que só será possível com reformas regulatórias na legislação ambiental. O executivo destacou o caso durante sua participação no congresso de mineração Exposibram, que ocorre em Belo Horizonte (MG) até amanhã, quinta-feira.
Para destravar o projeto, Pimenta defendeu a publicação de um decreto presidencial focado na proteção de cavidades naturais subterrâneas. A medida visa eliminar margens de interpretação subjetiva nos processos de licenciamento, conferindo maior celeridade e segurança jurídica tanto para as empresas quanto para os órgãos reguladores. Presente ao evento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que o texto regulatório já obteve consenso entre a sua pasta e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, estando sob análise técnica e jurídica na Casa Civil antes da assinatura presidencial.
Gustavo Pimenta também admitiu que avalia ter a Vale participando da compra do Porto Sudeste, terminal marítimo localizado no Porto de Itaguaí (RJ) e um dos principais pontos de exportação de minério de ferro no Brasil. A aquisição custaria US$ 3,5 bilhões. Nessa operação, a Vale atuaria em uma parceria com a siderúrgica Gerdau e a Global Infrastructure Partners (GIP), gestora de fundos de investimento controlada pela Black Rock.
Pouso automatizado
A Embraer anunciou nessa terça-feira, dia 25, a obtenção de tripla certificação para o sistema Garmin Emergency Autoland no jato Phenom 300EV, tornando-o a primeira aeronave de sua categoria equipada com tecnologia capaz de realizar pousos de forma totalmente automatizada, em caso de incapacitação do piloto. O aval foi concedido simultaneamente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Brasil, pela Administração Federal de Aviação (FAA) nos Estados Unidos e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa). O marco regulatório autoriza a operação e comercialização do jato executivo nos principais mercados globais, o que deve ocorrer a partir de 2028.