Petróleo e Gás
Constellation testa tecnologias para reduzir emissões em perfuração offshore
Empresa apresenta parceria com a Petrobras para descarbonização das atividades em alto-mar
A Constellation firmou parceria com a Petrobras para desenvolver e testar tecnologias voltadas à redução de emissões e ao aumento da eficiência energética em operações de perfuração offshore. Entre as iniciativas está o Eco Booster, tecnologia que, em testes realizados pela companhia, reduziu em 46 horas o tempo de operação e tem potencial para evitar a emissão de 70 toneladas de CO₂ por ano, além de gerar um ganho operacional estimado em US$ 769 mil.
O projeto foi desenvolvido para nivelar cargas e reduzir picos de demanda no anel hidráulico do sistema de perfuração. A tecnologia foi testada na sonda Brava Star, em parceria com a Petrobras, e apresentou ganhos de estabilidade e eficiência operacional.
Além do Eco Booster, a Constellation apresentou outras duas iniciativas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I): o Digital Vessel Twin (DVT), um gêmeo digital desenvolvido para navios-sonda, e o Fuel Processor, sistema de emulsão de água em diesel que será testado na unidade Laguna Star.
Segundo Douglas Rosa, gerente de Novas Tecnologias da Constellation, a realização de testes em condições reais é importante para transformar projetos de inovação em soluções aplicáveis às operações.
Gêmeo digital monitora consumo e emissões
Desenvolvido pela Constellation em parceria com a Petrobras e a Universidade de São Paulo (USP), o Digital Vessel Twin foi aplicado inicialmente na Brava Star. A ferramenta utiliza modelos dinâmicos e dados em tempo real para criar uma réplica virtual da embarcação.
O sistema permite simular diferentes cenários operacionais, prever o consumo de combustível, calcular a pegada instantânea de carbono e otimizar parâmetros como o aproamento e a distribuição de carga dos geradores.
Já o Fuel Processor utiliza um sistema de emulsão de água em diesel acionado por um reator de cavitação de frequência aprimorada. O projeto passará por etapas de comissionamento e testes na unidade Laguna Star entre 2026 e 2028.
A iniciativa é financiada pela Petrobras por meio da cláusula de investimentos em PD&I prevista nos contratos de exploração e produção e será desenvolvida pela Clean Energy Power Systems (CEPS), com verificação independente da PUC-Rio. A estimativa é de redução de até 5% no consumo de diesel durante a etapa piloto.
Para Paulo Cesar Simões Silva, gerente de Inovação da Constellation, o desenvolvimento de soluções para a transição energética no setor offshore deve partir de desafios concretos identificados nas operações.
O gerente setorial de Performance da Petrobras, Cristiano Zank, destacou a integração entre a companhia e as empresas contratadas para acelerar a adoção de novas tecnologias. Segundo ele, a parceria em PD&I permite testar soluções na frota e combinar eficiência energética, sustentabilidade e produtividade.
As três iniciativas fazem parte do Constellab, ecossistema de inovação da Constellation criado há dois anos. Atualmente, a estrutura reúne mais de 40 projetos em diferentes estágios de maturidade tecnológica, concentrados nos eixos de descarbonização, eficiência operacional e segurança.
Os projetos também integram a estratégia do Plano ESG 2030 da companhia, que estabelece metas e compromissos nas áreas ambiental, social e de governança.
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