terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

A aviação no Norte do Brasil se recupera 

A aviação na Região Norte apresenta um horizonte de recuperação consolidada, acompanhando a tendência de crescimento observada em todo o setor aéreo nacional. Os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a movimentação de passageiros na região superou a marca de 7,4 milhões de pessoas entre janeiro e agosto de 2025, um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior. Esse desempenho positivo, mesmo com flutuações mensais, atesta a resiliência desse mercado e o impacto dos investimentos direcionados à melhoria da infraestrutura aeroportuária e da conectividade.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, relacionou o avanço à gestão integrada e à preparação para eventos de grande visibilidade. Terminais estratégicos, como os de Belém e Manaus, seguem como os principais hubs de entrada e saída, refletindo o dinamismo econômico impulsionado por setores como o agronegócio e o turismo. O crescimento dos voos internacionais na região também é um indicativo de que o Norte está retomando sua inserção no fluxo de viagens globais.

O crescimento do setor de aviação no País, em especial na Região Norte, demonstra que o investimento em infraestrutura e o estímulo ao turismo e à economia local geram resultados diretos na demanda aérea. No Norte, a aviação não é apenas um luxo, mas uma necessidade para a mobilidade e a integração social e econômica. Em uma região com vastas distâncias e grandes barreiras geográficas, o avião é, muitas vezes, o único meio de transporte viável.

Torna-se imperativo, portanto, defender que o Governo continue desenvolvendo políticas de incentivo à aviação regional, que é essencial para a circulação de pessoas e o escoamento de riquezas. A aviação regional contribui para que o dinamismo econômico do agronegócio e da indústria extrativa se traduza em desenvolvimento para as comunidades locais.

A modernização e a ampliação dos aeroportos estratégicos, apoiadas pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), são passos importantes. É preciso, contudo, ir além, investindo em rotas regionais, simplificando processos e oferecendo incentivos fiscais que tornem o transporte aéreo mais acessível. A preparação para a COP30, que transformará Belém em uma vitrine internacional, deve ser usada como um catalisador para acelerar as melhorias e garantir que a infraestrutura aeroportuária da Região Norte esteja à altura de sua importância estratégica para o Brasil.

Investir na aviação regional no Norte brasileiro é mais do que uma estratégia para o desenvolvimento de atividades econômicas pontuais. É uma ação necessária para atender as demandas diárias de sua população. E assim, deve ser uma preocupação constante e uma meta prioritária para o Governo.

 

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