terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

A concessão do canal de Paranaguá

A decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de aprovar a publicação do edital de concessão do canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá e Antonina (PR),  é um marco para o setor portuário brasileiro. A iniciativa, que culminará em um leilão no dia 22 de outubro, representa a primeira concessão desse tipo no País, inaugurando um modelo promissor de investimentos em infraestrutura.

A estimativa de investimento de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos, com a possibilidade de prorrogação da concessão, mostra a seriedade e o potencial do projeto. As principais melhorias, como o aumento do calado para 15,5 metros a partir do quinto ano da concessão, a ampliação e o alargamento do canal, e o aprofundamento da área de fundeio, são estratégicas para a competitividade do Porto de Paranaguá, que já se destaca como a segunda instalação portuária pública que mais movimentou cargas no primeiro semestre de 2025.

A aprovação da concessão do canal de Paranaguá pela Antaq é um passo ousado e necessário para a modernização da infraestrutura brasileira. A concessão desses canais ao setor privado é a melhor forma de garantir os investimentos contínuos e a eficiência operacional que a infraestrutura portuária exige. A expertise e o capital privado podem acelerar a execução de projetos complexos, como a dragagem e a derrocagem, que são essenciais para manter a navegabilidade e a segurança do acesso aquaviário.

O modelo de concessão também traz um ganho de transparência e de gestão, já que o concessionário será responsável por uma série de serviços, como a sinalização náutica, a batimetria e os programas de monitoramento ambiental. Isso alivia o ônus do Estado e garante que o canal seja operado com os mais altos padrões de qualidade e segurança.

O leilão de 22 de outubro será um teste para o novo modelo de concessão. Se bem-sucedido, o projeto de Paranaguá pode servir de exemplo para outros portos brasileiros, abrindo caminho para uma nova era de investimentos e eficiência na infraestrutura portuária do País.

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