terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

A eficiência como norte na gestão pública

O reconhecimento da Autoridade Portuária de Santos (APS) com o nível máximo de excelência, no 7º Ciclo do Indicador de Governança IG-Sest, não é apenas uma vitória burocrática ou uma medalha para a galeria da estatal. Trata-se de um marco que sinaliza uma mudança profunda de paradigma: a maior infraestrutura portuária da América Latina prova que é possível aliar a natureza pública de uma empresa a padrões de gestão, transparência e inovação dignos das maiores corporações privadas do mundo.

Ao conquistar o primeiro lugar em Governança Corporativa e Inovação entre as empresas de infraestrutura e transporte do Governo Federal, a APS rompe com o estigma da ineficiência que historicamente persegue as estatais. O Porto de Santos (SP), responsável por um terço da balança comercial brasileira, não admite amadorismo. A maturidade alcançada demonstra que a integridade e a entrega de valor à sociedade não são conceitos abstratos, mas resultados práticos de processos rigorosos de controle e políticas públicas bem executadas.

É fundamental que o exemplo de Santos sirva de bússola para o universo das empresas públicas. Em um cenário onde apenas 15 das 48 estatais federais avaliadas atingiram a excelência, o sucesso da APS — ao lado de gigantes como o BNDES e o Banco do Brasil — evidencia que o superávit financeiro e a qualidade do serviço são subprodutos diretos de uma governança blindada contra interferências meramente políticas. Estatais que buscam a excelência administrativa reduzem o “Custo Brasil”, atraem investimentos e garantem que o patrimônio do povo brasileiro seja gerido com o respeito que a sua importância exige.

A presença da APS em rankings de prestígio, como o desafio ESG/Governança da revista Época Negócios, reforça que a sustentabilidade e a transparência são hoje as moedas de troca mais valiosas no mercado global. O Porto de Santos não é apenas um local de atracação de navios; é uma empresa estratégica que, ao profissionalizar sua gestão, eleva a competitividade de todo o setor produtivo nacional.

O poder público deve, portanto, incentivar e cobrar que o padrão “nível de excelência” deixe de ser a exceção, para se tornar a regra na administração direta e indireta. Uma estatal eficiente é o maior ativo de um país que pretende ser protagonista no comércio mundial. A APS mostra o caminho: com governança sólida e inovação, o setor público não apenas acompanha o ritmo do mercado, mas lidera o processo de modernização do Estado brasileiro.

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