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Adilson Luiz Gonçalves

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A exata noção do Porto de Santos

Será que santistas, paulistas e brasileiros têm a exata noção do que isso representa? Há projeções que indicam que ele pode chegar a 400 milhões de toneladas anuais em pouco tempo, desde que os retrógrados de sempre não atrapalhem!

Eu transitava pela Avenida Portuária, como faço quase que diariamente, quando, mais uma vez, parei no semáforo do Canal 6 e olhei novamente para a faixa existente no muro à direita.

Só que desta vez vi os dizeres com um olhar de quem o via pela primeira vez. Ali consta que 1/3 de todas as exportações e importações brasileiras passam pelo Porto de Santos!

No ano em que esse complexo portuário, que se confunde com a história de Santos, completou 133 anos (2025), mais dois recordes foram batidos: 186 milhões de toneladas movimentadas, incluindo 5,9 milhões de TEU.

Será que santistas, paulistas e brasileiros têm a exata noção do que isso representa?

Há projeções que indicam que ele pode chegar a 400 milhões de toneladas anuais em pouco tempo, desde que os retrógrados de sempre não atrapalhem!

Meu primeiro contato com o Porto de Santos foi na infância, quando os livros didáticos da escola pública falavam de sua importância para o País.

Porém, só o conheci de perto ao visitar os porta-aviões Minas Gerais, com suas aeronaves de patrulha Grumman P-16 Tracker, e São Paulo, este de vida tão curta.

Ainda quando criança, a visão dos armazéns internos e externos e a movimentação de caminhões e trens me impressionavam, ao transitar por eles em bondes elétricos da SMTC.

Em 1982, como parte da disciplina “Portos e Aeroportos” da Faculdade de Engenharia Civil Santa Cecília, visitei o Tecon, primeiro terminal de contêineres do Brasil.

Em 1994, fui aprovado no concurso para Conferentes de Carga e Descarga do Porto de Santos, um dos 150 dentre mais de 13 mil candidatos. Conciliei essa atividade com a de engenheiro da Prefeitura de Santos, onde já atuava desde 1989, e a de docente universitário, trabalhando noites, madrugadas e fins de semana no porto.

Em 2009, passei a integrar o Núcleo de Estudos Portuários, Marítimos e Territoriais da Unisanta, mesmo ano em que entrei no Rotary Club de Santos-Porto. Em 2010, passei a atuar na Secretaria de Assuntos Portuários e Marítimos da Prefeitura de Santos. Desde 2013, estou coordenador do Núcleo Avançado da Association for the Collaboration between Ports and Cities (Rete), na Unisanta. Em 2021, tornei-me o primeiro representante da Prefeitura no Conselho de Administração da Autoridade Portuária de Santos, função que exerci até 2025.

Esse histórico me permitiu ter a exata noção da importância do Porto de Santos em muitos sentidos.

Graças à evolução recente no âmbito da relação porto-cidade, com o Parque Valongo, a construção do túnel Santos-Guarujá, o Museu do Porto e a iniciativa de promover visitas ao complexo portuário, santistas, paulistas e brasileiros também terão a exata noção da relevância que tanto apaixona e motiva quem já o conhece e nele atua.

Em verdade, essa noção nunca será exata, pois o Porto de Santos é sempre surpreendente, superlativo, inovador, uma história que está sendo contada com capítulos cada vez mais instigantes.

Viva o Porto de Santos! Que é da Baixada Santista, de São Paulo e do Brasil!

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