terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

A luta pela ZPE de Santos

A criação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) na Baixada Santista (SP) irradia uma perspectiva promissora para o desenvolvimento econômico da região. A convergência de esforços entre o Governo de São Paulo, a Prefeitura de Santos (SP) e o setor produtivo sinaliza um reconhecimento do potencial estratégico dessa medida, especialmente dada a proximidade com o Porto de Santos (SP), um ativo de inestimável valor para o comércio exterior brasileiro.

A defesa da ZPE pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Jorge Lima, nessa segunda-feira, dia 5, em Cubatão (SP), como um vetor crucial para impulsionar a economia da cidade, de Santos e dos demais municípios vizinhos, encontra eco no clamor por novas áreas para alavancar negócios e fomentar o crescimento em uma região com desafios ambientais significativos. A ZPE, com seu regime de livre comércio e seus incentivos fiscais e aduaneiros, apresenta-se como uma oportunidade singular para atrair investimentos, gerar empregos e dinamizar a atividade econômica local.

A iniciativa do governo estadual de promover a coalizão empresarial na Baixada Santista, com a liderança da Prefeitura de Santos, dada a localização do porto, demonstra uma abordagem estratégica para catalisar o desenvolvimento regional. A união de esforços entre os setores público e privado, com o apoio de entidades como o Grupo Brasil Export, que promove o maior fórum de debates sobre infraestrutura do País, é fundamental para superar os obstáculos e concretizar projetos de grande impacto como a ZPE.

Apesar do consenso local sobre a importância de ter uma zona de processamento de exportação na região, a concretização dessa iniciativa esbarra na necessária agilidade do Governo Federal. A ZPE, por sua natureza e pelos benefícios que pode gerar para o comércio exterior, demanda um olhar atento e um apoio célere por parte das autoridades federais. A morosidade na aprovação e implementação de medidas como essa pode significar a perda de oportunidades valiosas para o crescimento econômico e a geração de riqueza no estado de São Paulo e no País como um todo.

Portanto, a proposta de implantação de uma ZPE na Baixada Santista não pode permanecer apenas no âmbito das discussões e das boas intenções. O Governo Federal precisa reconhecer o potencial estratégico dessa medida e agir com a celeridade necessária para viabilizar sua implantação e aprovar a criação do empreendimento, ferramenta fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e o fortalecimento do comércio exterior brasileiro.

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