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Raul Lamarca

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A Matemática da Promoção: por que algumas pessoas crescem rápido e outras ficam anos no mesmo lugar (mesmo sendo boas)

Se você trabalha muito, entrega resultado… mas sua carreira não acompanha, talvez o problema não seja esforço.

O erro que quase todo profissional competente comete.

Existe uma crença silenciosa no mundo corporativo: “Se eu fizer um bom trabalho, a promoção vem.”

Parece lógico. Parece justo.

Mas não funciona assim.

E é por isso que você vê gente muito boa ficando parada… Enquanto outras, nem sempre mais técnicas, avançam.

O problema não é esforço. Nem capacidade. O problema é não entender como a promoção realmente funciona.

Promoção não é recompensa.

Esse é o primeiro choque.

Promoção não é um prêmio pelo que você fez. Promoção é uma decisão de risco.

Quando alguém te promove, a pergunta não é: “Essa pessoa trabalha muito?”

A pergunta é: ela sustenta o próximo nível? Ela aguenta mais pressão? Ela gera mais impacto? E quanto maior o risco percebido, menor a chance da promoção acontecer.

A conta invisível que decide sua carreira.

Toda empresa faz uma conta sobre você. Mesmo que não admita.

Ela observa: o impacto que você gera; o risco de te promover; o retorno esperado no próximo nível.

Eu chamo isso de: a Matemática da Promoção. E ela é representada pela fórmula abaixo:

Promoção = (5 critérios invisíveis) – Risco + Retorno.

O problema? A maioria das pessoas trabalha muito, mas não pontua nesses critérios.

Onde quase todo mundo erra.

Aqui está o erro clássico. A pessoa acha que mais esforço aumenta a chance de promoção.

Então ela: trabalha mais; resolve tudo; assume tudo; se sobrecarrega. E, sem perceber, entra numa armadilha: ela reduz a própria demitabilidade… mas não aumenta a sua promovabilidade.

Ela se torna importante para manter o sistema. Mas não para subir nele.

O jogo que quase ninguém percebe.

Dentro da empresa, existem dois jogos acontecendo: o jogo da execução e o jogo da promoção. A maioria joga só o primeiro. Entrega. Resolve. Mantém. Mas não entra no segundo.

E é por isso que trava.

O erro silencioso: virar “bom demais”.

Aqui entra uma das armadilhas mais comuns. Quando você fica muito bom no que faz, você pode se tornar difícil de substituir. E isso gera um pensamento invisível na liderança: “Se eu tirar essa pessoa daqui… a operação sofre.”

Resultado? Você não sobe. Você fica. Não por falta de mérito. Mas porque o custo de te mover é alto demais.

A verdade que pouca gente aceita.

Agora conecta isso com a sua realidade. Talvez você: trabalhe além do horário; leve problema pra casa; pense no trabalho até quando tenta descansar; e acredita que isso vai ser reconhecido.

Mas aqui vai a verdade difícil: a empresa não mede seu sacrifício, ela mede seu impacto percebido. Sacrifício não entra na conta. Impacto, sim.

O ponto que muda tudo.

Existe um momento na carreira em que esforço deixa de ser diferencial. E passa a ser só, esperado. 

A partir daí: cresce quem entende o jogo. A Matemática da Promoção não é sobre trabalhar menos. É sobre parar de investir energia no que não conta.

A pergunta que fica.

Se promoção é uma conta… Quais são esses cinco critérios invisíveis? E quanto você está pontuando em cada um deles hoje?

Se você quiser entender quais são esses critérios e onde você está falhando hoje, fica por aqui, em breve vou apresentar como funciona a Matemática da Promoção.

Raul Lamarca escreve para o BE News semanalmente, com seus artigos publicados sempre às sextas-feiras.

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