A recuperação da aviação civil brasileira
A aviação civil brasileira ultrapassou a marca de 100 milhões de passageiros entre janeiro e outubro deste ano, um feito que demonstra a consistência e a solidez da recuperação do setor. O total de 106,8 milhões de passageiros transportados, com um crescimento acumulado de 9,5% em relação ao ano anterior, atesta que o transporte aéreo nacional não apenas superou os impactos da pandemia, mas entrou em uma trajetória de expansão sustentada.
O recorde histórico no mercado doméstico, que movimentou 9 milhões de passageiros em outubro – a primeira vez que a casa dos 9 milhões foi rompida no mês – e a oitava marca mensal consecutiva de crescimento confirmam o Brasil como o maior e mais dinâmico mercado doméstico de passageiros da América do Sul e Caribe. O mercado internacional também reflete essa força, com 23,5 milhões de viajantes no acumulado do ano, indicando a retomada da inserção brasileira no fluxo de viagens globais.
O crescimento na movimentação de passageiros em aeroportos, comprovando a recuperação do transporte aéreo nacional, é um reflexo direto de políticas públicas acertadas e da resposta positiva da economia. Conforme destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a melhoria da infraestrutura aeroportuária e a regionalização dos terminais são fatores que contribuem para esse cenário favorável. Aeroportos como os de Guarulhos (38,2 milhões) e Congonhas (19,7 milhões) lideram a movimentação, mas a vitalidade de terminais regionais é o que garante a integração nacional.
No entanto, o crescimento da demanda exige um planejamento de infraestrutura que antecipe os gargalos futuros. É fundamental que as autoridades continuem apoiando o modal, ampliando a infraestrutura aeroportuária com foco em terminais regionais e hubs estratégicos. E mais: o Governo deve adotar medidas para facilitar essas operações, especialmente com a redução dos custos das passagens aéreas. A sustentabilidade do crescimento do transporte aéreo passa pela democratização do acesso. Políticas de incentivo, como a desburocratização regulatória e a redução de encargos, podem aliviar o Custo Brasil para as companhias aéreas, permitindo que a queda de custos seja repassada ao consumidor.
A aviação civil brasileira vive um momento de ouro. A consolidação da trajetória de crescimento exige que o Governo e a iniciativa privada trabalhem em sinergia, garantindo que a infraestrutura esteja preparada e que o transporte aéreo se torne uma opção cada vez mais acessível para a população, impulsionando o turismo e o desenvolvimento regional.