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Opinião

Editorial

Da Redação

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Aviação comercial no Centro-Oeste

A sensível elevação na movimentação de passageiros nos aeroportos da região Centro-Oeste – com um crescimento de 8,4% nos cinco primeiros meses deste ano, em comparação com 2024, e o transporte de 9,7 milhões de pessoas – atesta a concreta recuperação do setor de aviação civil. Os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ressaltam não apenas uma retomada pós-pandemia, mas também a consolidação de polos de desenvolvimento regional.

Os terminais de Goiânia (GO) e Sinop (MT) são exemplos notáveis dessa ascensão. O aeroporto da capital goiana, com 1,5 milhão de passageiros no período, demonstra um crescimento constante desde 2020. No norte de Mato Grosso, Sinop, ao superar 160 mil passageiros e registrar um aumento de 227% em relação a 2019, reforça seu papel como um polo turístico regional de crescente relevância.

A diretora de Gestão Estratégica da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Thairyne Oliveira, afirmou que esses números robustos confirmam a trajetória de recuperação do setor, impulsionada pelos investimentos do Governo Federal. A entrega da nova pista do aeroporto de Dourados e a construção de um novo terminal de passageiros na região Centro-Oeste sublinham que a aviação regional está entre as prioridades do Ministério.

Nesse cenário, a expansão da infraestrutura aeroportuária do Centro-Oeste é um imperativo para atender o crescimento da demanda. A região, que se destaca pelo agronegócio e pelo potencial turístico, necessita de aeroportos que suportem o fluxo crescente de passageiros e cargas. A modernização e a ampliação dos terminais existentes, bem como a construção de novas estruturas, são cruciais para aprimorar a conectividade regional e nacional, facilitando o acesso a mercados, promovendo o turismo e impulsionando o desenvolvimento econômico local.

O investimento contínuo em aeroportos regionais não só descentraliza o fluxo de passageiros dos grandes hubs, mas também estimula o crescimento de cidades menores, conectando-as a redes maiores de transporte. Esse movimento é vital para garantir que os benefícios do crescimento da aviação civil se espalhem por todo o território, criando novas oportunidades e fortalecendo a economia das regiões que mais se destacam no cenário produtivo do país.

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