terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

Centro do Oceano: um novo impulso à economia azul

A recente inauguração do Centro de Oceano, iniciativa do Pacto Global da ONU, na sede da Autoridade Portuária de Santos (APS), em Santos (SP), marca um importante momento na abordagem brasileira sobre a economia marítima. Ao receber o sétimo centro do tipo no mundo e o primeiro da América Latina, o Brasil assume um papel de liderança na busca por soluções sustentáveis para o uso dos recursos marinhos. A plataforma tem a missão de conectar empresas, setor público, sociedade civil e academia em torno de um tema vital para o futuro do planeta e da economia.

A escolha do Brasil, com sua diversidade oceânica e 7,5 mil quilômetros de costa, reflete a relevância do país no comércio internacional e a necessidade de uma gestão mais integrada e sustentável de seus recursos marinhos. Conforme explicou o co-diretor executivo do Pacto Global – Rede Brasil, Guilherme Xavier, a economia marítima é um dos motores do desenvolvimento social e econômico, e a iniciativa busca mobilizar todos os stakeholders para discutir temas como segurança, desenvolvimento econômico e financiamento dos oceanos.

A importância da criação do centro reside na sua capacidade de integrar diferentes setores em um diálogo sobre o papel estratégico dos oceanos. A iniciativa é uma oportunidade de levar o debate sobre a economia oceânica para o centro da agenda nacional. A gerente de Água, Oceano e Resíduos do Pacto Global, Gabriela Otero, ressaltou que a primeira fase do projeto envolveu um mapeamento de organizações brasileiras ligadas ao tema, o que demonstra a intenção de construir uma base sólida para o debate.

O desenvolvimento de políticas voltadas ao desenvolvimento da economia oceânica é um passo fundamental para o Brasil. A economia azul, que engloba setores como transporte marítimo, pesca, turismo costeiro e energia eólica offshore, tem um vasto potencial de crescimento. No entanto, esse crescimento deve ser sustentável e equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. O Centro de Oceano pode ser o catalisador para a criação de políticas públicas que incentivem o investimento em tecnologias limpas, a descarbonização da frota marítima e a gestão sustentável dos recursos marinhos.

A presença do Centro de Oceano no Brasil não é apenas um reconhecimento de sua importância, mas um chamado à ação. A plataforma pode servir como um instrumento para que o País cumpra seu compromisso com a Agenda 2030 e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14, que trata da vida na água. A colaboração entre os setores é a chave para garantir que o Brasil desenvolva uma economia azul que seja próspera, segura e sustentável.

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