Desafios na Antaq e na ANTT
As posses de Frederico Dias na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e de Guilherme Theo Sampaio na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) inauguram períodos de gestão com compromissos definidos, mas permeados de desafios complexos. Os dois diretores-gerais assumem posições centrais em setores vitais para a logística e a infraestrutura do país, propondo equilíbrio regulatório, valorização de servidores e modernização de processos como pilares de suas administrações.
Na Antaq, Frederico Dias destacou que sua gestão buscará fortalecer o diálogo com o setor regulado e com os servidores, além de ampliar a eficiência portuária, estimular a navegação interior e avançar na multimodalidade. O diretor-geral também enfatizou a importância de explorar oportunidades de inovação tecnológica aplicadas à regulação e de promover a sustentabilidade do setor aquaviário. A combinação desses compromissos indica que a agência terá de equilibrar crescimento operacional com segurança regulatória, mantendo decisões consistentes e transparentes diante de múltiplos atores e desafios operacionais.
A experiência de Frederico Dias, que inclui passagens pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União, reforça a expectativa de que sua administração será marcada por conhecimento técnico, articulação institucional e capacidade de conduzir reformas regulatórias em ambientes complexos. Entre os desafios que se apresentam estão a consolidação da Antaq como referência na dinâmica econômica e institucional e a ampliação da eficiência portuária sem comprometer a segurança ou a qualidade dos serviços.
Na ANTT, Guilherme Theo Sampaio indicou que a modernização das concessões, a integração logística e a experiência do usuário serão prioridades. A segurança jurídica e a previsibilidade regulatória aparecem como condições para atrair investimentos privados, transformando-os em resultados concretos para a sociedade. Ao valorizar servidores e colaboradores, o novo diretor-geral destaca que o êxito institucional depende de equipes engajadas e comprometidas, capazes de implementar políticas complexas sem perder de vista o impacto sobre os usuários finais do transporte terrestre.
O diretor da ANTT Alex Antônio de Azevedo Cruz, também empossado, ressaltou a dimensão humana da gestão do transporte, lembrando que cada usuário representa vidas e famílias que confiam no sistema regulado. Ao citar a ferrovia Transnordestina como exemplo, Azevedo evidencia a responsabilidade da agência em garantir que investimentos estratégicos cumpram sua função de integração regional e de geração de oportunidades.
As declarações dos novos dirigentes confirmam que a regulação do transporte no Brasil atravessa um momento de convergência de prioridades: ampliar eficiência, competitividade e inovação sem abrir mão da estabilidade, da confiança do setor privado e da proteção aos usuários. O desafio das duas agências não será apenas técnico, mas também institucional e ético, exigindo equilíbrio entre crescimento econômico, desenvolvimento regional e qualidade do serviço público. O sucesso dessas gestões dependerá, em última análise, da capacidade de transformar compromissos em resultados tangíveis, promovendo um transporte mais eficiente, seguro e integrado em todo o país.