Falar em público: Acredite, você pode!
“Aprenda a fazer o que deve ser feito e faça-o, mesmo que não queira fazê-lo.”
Dale Carnegie, autor de “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, um dos livros mais vendidos da história.
O coração acelera. As mãos transpiram. A garganta fecha. “Dá um branco”. A voz some.
Na plateia, alguém grita: Glossófobo (aversão às palavras, ou “medo de falar em público”).
Paralisado, você se pergunta: “O que eu estou fazendo aqui?”
Calma… você não está sozinho. Está acompanhado de 41% dos maiores executivos britânicos, cujo maior medo é falar em público. Segundo o Sunday Times, um receio maior do que de problemas financeiros, das doenças e – pasmem – da morte.
Vamos vencer esse medo? Vamos usar as oportunidades de falar em público para mostrar quem somos e as boas ideias que temos? Ninguém cresce, na carreira e na vida, confortavelmente, sentado num canto observando.
Comecemos derrubando um mito: o de que há pessoas que nasceram com o dom de falar em público!
Não é verdade. Sim, alguns sortudos têm esse DNA, mas não são as únicas capazes de fazer apresentações eficazes. Carnegie diria: “O sucesso está em se preparar, trabalhar duro e aprender com o fracasso”.
Treine, treine, treine, considerando três aspectos: Tema, Plateia e Apresentador.
Primeiro, o Tema. É preciso conhecê-lo bem, ter conhecimento profundo do assunto. Paixão. Senão, por que você falaria sobre ele para outras pessoas?
Conhecê-lo é necessário, mas não suficiente. Deve ser apresentado de forma organizada. A apresentação deve ter começo, meio e fim. Como? Organize-a em quatro etapas, assim:
hã, hã! (como um pigarro) – uma, no máximo duas frases de efeito que chamem a atenção do público (releia como começamos esse próprio texto). Não precisam estar relacionadas ao tema sobre o qual vai falar. É bom que não estejam. O objetivo é chamar a atenção.
Dica para um bom início: nunca, nunca, comece pedindo desculpas por estar nervoso, ou por não estar preparado. Na selva e nas plateias, o medo é sentido de longe e não é perdoado;
Por que falar nisso (PFN)? – De novo, uma frase, ou duas, que explicam (agora sim) a conexão entre o HÃ, HÃ e o assunto que será tratado em seguida. Essa etapa, tira a audiência da perplexidade causada pelo início e aponta para o assunto que será tratado em seguida. É a hora do: “Ahhh, …entendi…”.
É momento também de gerar empatia, importantíssima para criar sinergia. Carnegie: “O sorriso é o cartão de visitas de uma pessoa, é como ela cumprimenta o mundo.”
Desenvolvimento do tema (DT) – aqui você dá o show. Mostra seu conhecimento sobre o assunto. Palavras bem colocadas, slides bem preparados. Muitas imagens, pouco texto. Infográficos, citações, ligados ao conteúdo, organizados de forma sequencial e lógica, música, se couber. Tudo que dê a você o conforto de manter a linha de raciocínio.
Dica para um bom desenvolvimento: é pecado mortal dessa etapa: ler os slides. De costas para a plateia, pior ainda. Sinal de desrespeito e de nervosismo ou falta de domínio do assunto. Eles sempre lerão mais rápido que que você consegue falar e, assim, deixarão de focar em você e na sua mensagem.
Conclusão – a parte mais importante. Todo o restante pode ser consertado durante a apresentação, menos um final fraco, que deixe a assistência sair da sala sem saber por que entrou.
Dica: Repasse os pontos principais da apresentação ou reforce o que devem fazer ao sair da sala.
Vamos falar sobre a Plateia? Temos que conhecê-la o máximo possível, com antecedência, para que o planejamento seja eficaz. Nas palavras de Carnegie: “A melhor maneira de convencer alguém é apelar para seus interesses.”.
Quem são, onde trabalham, sua faixa etária, são informações de valor, para definir a linguagem a ser usada. E a pergunta principal: Por que vieram me ouvir?
Fará muita diferença interagir com a assistência. Fazê-la tornar-se parte da apresentação é certeza de sucesso. Regra de ouro: contar histórias. Adoramos enredos. Aguardar pelo próximo capítulo prende a atenção das pessoas. Inclua experiências pessoais, conte “causos” relacionadas ao tema, mesmo os de insucesso. Um
Cuidado, se for contar casos: controle o tempo. Histórias tendem a alongar o tempo previsto. Terminar na hora marcada é uma forma de respeitar a audiência.
Por fim, a peça principal, você, o Apresentador:
- Respire (de preferência com o diafragma);
- Seja entusiasmado com o tema;
- Cuide da linguagem corporal. Ela “fala” mais do que a verbal;
- Cuidado com a aparência. O visual não pode destoar da plateia. Nem mais nem menos;
- Varie o tom de voz. Enfatize ou reduza a importância do que está dizendo;
- Não use termos vulgares ou que menosprezem o público;
- Mantenha contato visual. Distribua-o para que todos sintam-se igualmente atendidos;
- Falar com as mãos nos bolsos ajuda a controlar o nervosismo. Não é recomendado para iniciantes;
- Usar a “escuta ativa” modula o ritmo da apresentação, conforme as perguntas e reações do público;
- Use o humor, se você dominar arte contar “causos”.
Pratique, use todas as ferramentas que apresentamos acima, mas acima de tudo, seja sempre você mesmo.
Sucesso!