Iniciativa inédita no Porto de Manaus
A formalização do contrato entre a operadora portuária Super Terminais e o Governo do Amazonas, para a construção da primeira usina de gás natural voltada às operações portuárias na Região Norte, é um avanço significativo na agenda de sustentabilidade do setor de logística. O investimento de R$ 30 milhões no projeto, desenvolvido em parceria com a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), insere-se na estratégia de modernização da matriz energética e na busca por redução das emissões de gases de efeito estufa.
A instalação da usina em área sob gestão da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a infraestrutura de tubulações subterrâneas, que garantirão o fornecimento contínuo de gás natural para equipamentos como os guindastes elétricos Konecranes do terminal, no Porto de Manaus (AM), são passos concretos rumo a uma operação mais limpa. A substituição do diesel pelo gás natural eliminará o transporte rodoviário de combustível, gerando benefícios não só ambientais, mas também logísticos, ao reduzir o tráfego de caminhões na região.
A importância da exploração do gás natural nas atividades portuárias é evidente, principalmente diante da necessidade premente de o Brasil avançar no processo de descarbonização. O Super Terminais estima que a nova matriz energética resultará na redução de cerca de 17 mil toneladas nas emissões anuais de dióxido de carbono, considerando tanto o uso direto do gás natural quanto o fim das emissões associadas ao transporte e armazenamento de diesel. Esse dado quantifica o impacto positivo da transição para um combustível mais limpo.
Durante a recente cerimônia de assinatura, o diretor do Super Terminais, Marcello di Gregorio, enfatizou que o projeto, desenvolvido ao longo de dois anos, busca implantar soluções energéticas replicáveis em outras regiões e operações logísticas. Essa visão de escalabilidade é fundamental para que a iniciativa do Super Terminais se torne um modelo para o setor portuário nacional.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, destacou o gás natural como uma alternativa mais eficiente aos outros combustíveis fósseis, especialmente diante dos desafios da transição energética global. A implantação da usina é vista como um passo em direção a um modelo de desenvolvimento que une inovação tecnológica, gestão ambiental e geração de empregos.
Essa será a primeira integração direta entre uma infraestrutura de gás canalizado e uma operação portuária no Norte do País. A execução do projeto em etapas, com cronograma e processos de licenciamento bem definidos, demonstra o rigor e a responsabilidade das instituições envolvidas. A adoção do gás natural em operações portuárias não só contribui para a mitigação das mudanças climáticas, mas também promove a segurança energética, impulsiona a economia regional e posiciona o Brasil na vanguarda das soluções sustentáveis para o setor de transporte e logística. Que venham mais ações para consolidar essa posição. .