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Missão França 2025 e o desafio de avançar

A Missão França 2025 do Fórum Brasil Export não é apenas um evento de networking. É um passo para reposicionar o Brasil no cenário global de logística e comércio exterior. Reunindo mais de 100 empresários, autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de gestores portuários, a agenda desta semana em Paris, Le Havre e Marselha demonstra que, quando diferentes esferas de poder trabalham juntas, o setor de infraestrutura avança de forma mais sólida.

Não é trivial reunir o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego, ministros do TST e parlamentares em torno de um mesmo propósito: debater investimentos, aprimorar governança e aproximar o Brasil das melhores práticas mundiais. O debate sobre o futuro do Tecon Santos 10, por exemplo, ganha outra dimensão quando ocorre diante de experiências europeias que já incorporaram tecnologias como redes 5G, drones e protocolos avançados de cibersegurança ao dia a dia portuário.

O CEO do Grupo Brasil Export, Fabrício Julião, chamou a atenção para o caráter histórico da missão, que revisita Le Havre 20 anos após a primeira viagem internacional promovida pela entidade. O gesto é simbólico: o setor portuário amadureceu, profissionalizou-se e hoje se permite planejar o futuro com base em dados, experiências internacionais e uma rara convergência de atores públicos e privados.

É por isso que essa iniciativa não pode ser ocasional. O Brasil precisa transformar ações como a Missão França 2025 em política de Estado, garantindo que o diálogo internacional e a troca de experiências sejam permanentes. Sem isso, cada avanço será pontual, dependente de esforços isolados e sem continuidade.

Num momento em que o país busca novos marcos regulatórios e maior participação no comércio global, é fundamental que esses encontros gerem resultados concretos: planos de investimento, projetos de modernização, melhoria da governança e, sobretudo, maior competitividade para os portos e aeroportos brasileiros. A agenda é intensa, como bem lembrou Fabrício Julião, mas a missão do setor não termina na França. Ela continua nos gabinetes, nos parlamentos e nos conselhos de administração. E precisa se traduzir em mudanças reais para a economia nacional.

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