O Free Flow no Sistema Anchieta-Imigrantes
A Ecovias Imigrantes, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), que liga a Grande São Paulo ao Porto de Santos (SP), deu início a uma das maiores atualizações tecnológicas da malha rodoviária paulista, com a substituição das praças de pedágio convencionais por pórticos de Free Flow. A medida, que visa eliminar as barreiras físicas e as cancelas na cobrança do pedágio – que passa a ser feita de forma automática, quando o veículo passar pelos pórticos – promete transformar a experiência de quem viaja por essas estradas, otimizando o fluxo em um dos corredores logísticos mais vitais do País.
As instalações dos novos equipamentos começam amanhã, dia 7, no Km 33 da Via Anchieta (SP-150), em substituição à praça que operava no Km 31. Até o final deste mês, será a vez da Rodovia dos Imigrantes (SP-160) receber o pórtico no Km 29, desativando a estrutura localizada no Km 32. Embora as torres sejam montadas agora, o Governo do Estado confirmou que o novo sistema de cobrança automática passará a valer efetivamente apenas em julho.
A principal mudança financeira para o usuário será a descentralização do pagamento. Atualmente, o pedágio de R$ 38,70 é quitado integralmente em uma única praça. Com o Free Flow, esse valor será dividido exatamente ao meio, com a cobrança de R$ 19,35 na descida e de R$ 19,35 na sudida.:
O sistema traz o conceito de cobrança por utilização efetiva, garantindo que o motorista pague apenas pelo sentido em que circular. Conforme as regras vigentes, os motociclistas permanecem isentos da tarifa, e a leitura dos demais veículos ocorrerá por meio de etiquetas eletrônicas (tags) ou pela identificação da placa.
O Sistema Anchieta-Imigrantes atua como a única conexão rodoviária direta para o Porto de Santos, o mais importante do Brasil, e a implementação dessa tecnologia é vista como uma peça fundamental para o aumento da competitividade nacional.
A modernização reforça a posição do SAI como um corredor de importância nacional, preparando a infraestrutura para os novos patamares de demanda previstos para o fim da década, especialmente com a implantação do Tecon Santos 10, mega terminal a ser instalado no cais santista. Um porto de classe mundial exige acessos rodoviários de classe mundial, e o fim dos pedágios físicos é o passo tecnológico necessário para essa integração.