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Beto Umbuzeiro

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O gargalo oculto dos recordes portuários

O sistema portuário brasileiro movimentou, em 2025, o recorde histórico de 1,4 bilhão de toneladas de cargas. O crescimento de 6,1%, na comparação com 2024, reafirma a força avassaladora do nosso comércio exterior e chama a atenção para a necessidade, cada vez maior, de termos infraestrutura e capacidade de armazenagem. 

As projeções para 2026 indicam que o ritmo das compras e vendas internacionais não vai diminuir. Pelo contrário, os investimentos de mais de R$ 47 bilhões previstos pelo Novo PAC, com pelo menos 21 projetos para o setor. 

No entanto, o asfalto e o cais não andam na mesma velocidade da demanda. O avanço da movimentação já sufoca a cadeia logística atual, empurrando transportadoras, operadores e armazéns para o limite crítico de suas capacidades operacionais, gerando custos adicionais com atrasos e demurrage que minam a competitividade brasileira.

Neste  cenário de pressão extrema,  a atuação estratégica da Transbrasa na Baixada Santista deixa de ser um mero suporte logístico e passa a ser uma engrenagem vital.  A empresa vem absorvendo o excedente de cargas que os terminais de cais não conseguem reter, transformando espaço físico limitado em eficiência pura por meio de investimentos severos em tecnologia e otimização.

Ao implementar sistemas avançados de gerenciamento e adotar estruturas modulares de rápida implantação, a empresa consegue expandir a capacidade de armazenamento protegido sem depender dos prazos da burocracia imobiliária ou de construções tradicionais. Menos tempo de permanência da carga no chão significa, na prática, multiplicar o espaço disponível.

O futuro do comércio exterior em Santos e no Brasil não será decidido apenas pelo tamanho dos navios que aqui atracam, mas pela inteligência e agilidade das áreas retroportuárias que sustentam essa operação. 

O ano de 2026 exige que o setor olhe para além do mar. Empresas que, como a Transbrasa, investem na flexibilidade e na resposta rápida aos gargalos estruturais são as que garantirão que os recordes de movimentação continuem sendo motivo de orgulho, e não de colapso logístico.

Beto Umbuzeiro escreve para o BE News quinzenalmente,
com seus artigos publicados sempre às quintas-feiras. 

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